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USA Today: Chris Evans abandona o escudo para Gifted
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postado por Flávia Coelho

Como Capitão América, Chris Evans já lidou muito com o líder linha-dura da S.H.I.E.L.D. Nick Fury, que bota ordem no universo da Marvel. Mas, a raiva de Fury não se compara com a força impositiva no set de Gifted, filme do Chris, de McKenna Grace, ao manter promessas dentro do jarro.

“McKenna deixa claro que ela não é fã de palavras feias. Ela é igual um cão caçador, sempre prestando atenção a isso”, Evans diz. “É difícil perceber o quão frequente falamos palavrões, é algo interno. Essas coisas saem que a gente nem percebe”.

Apesar da boca suja fora das câmeras, Evans traz um lado inteiramente novo nas câmeras em Gifted (em cinemas selecionados essa sexta-feira incluindo Nova York, Los Angeles, Dallas, Washington, São Francisco, Chicago, Boston e Filadélfia; e sai nacionalmente dia 12 de abril), que retrata o emocionalmente afetado Frank Adler, tio e guardião de uma jovem gênio Mary, interpretada por Grace.

O Diretor Marc Webb, que foi de alguns filmes indies (500 Dias com Ela) e dois Espetacular Homem Aranha, disse a Evans para mostrar toda a força que ele é capaz em Gifted. Principalmente, Evans também é capaz de trabalhar com o peso de ser um super-herói.

“Se atores são conhecidos pelo mundo de um jeito, isso traz uma pequena bagagem. É certo que as pessoas gostem de Chris dessa forma”, diz Webb. “Isso é uma nova dimensão para ele. Ele se torna emocional. Tem um momento em que ele chora, e isso não é algo que pelo que o Capitão América é conhecido”.

Durante uma cena poderosa com McKenna, Frank pisa em uma peça de lego e fica se remoendo.

“Meu personagem é muito humano, alguém com defeitos e dificuldades reais”, diz Evans. “O problema que Frank tem são muito maiores do que salvar o mundo de alienígenas”.

O ator de 35 anos está procurando uma solução nessa estrada de super heróis. Ele está se preparando para se vestir novamente para Os Vingadores: Guerra Infinita que estreará em 2018, com a produção já em andamento. Em seguida, para Os Vingadores 4, que sairá em 2019, o qual é o último filme do Chris no contrato da Marvel.

Usando uma camiseta apertada, Evans já mostra resultado do seu treinamento, ele também menciona que está querendo estender seu contrato com a Marvel. Mas ele não vai surtar se não der certo.

“Eu me sinto sortudo em fazer parte desse capítulo, de algo sem precedentes na história do cinema”, diz Evans sobre atuar na era que a Marvel dominou.

Ele começou o ano de 2017 cheio de emoções. Começou com fevereiro com um vídeo que se tornou viral dele celebrando a vitória dos Patriots, a milagrosa vitória no Super Bowl (“Eu extrapolo nas minhas emoções”), seguido do anúncio dele anunciando seu namoro de nove meses com a sua co-estrela de Gifted, Jenny Slate.

“Relacionamentos são complicados, tem muitas peças em movimento”, diz Evans sobre o relacionamento. “Eu sou muito grato por tê-la conhecido”.

Chris planeja se manter ocupado com Os Vingadores e nas gravações de Jekyll, que tem Ellen DeGeneres como produtora do projeto.

Mas primeiro, ele precisa pagar sua dívida de palavrões “É 463 mil dólares, mais ou menos”, Webb disse. “Porque você acha que ele está fazendo Os Vingadores?”, ele brinca.

Evans calcula de forma diferente “É um dólar para cada palavrão comum, cinco para coisas mais f*rradas. No geral deve ser uns 100 dólares”.

Fonte

Tradução: Flávia Coelho.
Créditos: Chris Evans Brasil.

Gifted une Chris Evans a uma nova co-estrela
04
04
postado por Flávia Coelho

Chris Evans se une com uma nova co-estrela para Gifted

Chris Evans está fascinado pela sua nova co-estrela, que faz questão de não esconder sua empolgação ao passear com o Capitão América. Ela não para de falar sobre seus talentos (“Ele sabe sapatear”), mas ainda é só um momento para manter a conversa honesta quando ele diz algo questionável.

Ela também viaja com uma seleção de animais de pelúcia, incluindo uma foca em um vestido rosa.

A última co-estrela de Chris Evans é McKenna Grace. Eles estrelam juntos em Gifted, um frama familiar, que estreia essa sexta-feira, sobre um cara solteiro que está criando sua sobrinha que é prodígio na matemática, determinado a não deixar esse dom afetar sua infância.

Apesar de Evans ser um tio na vida real (sua irmã mais velha tem três filhos, de 3, 5 e 7 anos), ele diz que se conectou com McKenna de um jeito diferente: como colegas. Evans e o diretor de Gifted Marc Webb, conhecido por O Espetacular Homem Aranha e (500) Dias com ela, viram dúzias de garotas para o papel, e McKenna se impôes com aquele jeito infantil, mas com a alma de uma pessoa madura.

“Ela deve ter um apartamento”, ele disse. “Estou dizendo para você, eu conheci adultos menos maduros”.

A atriz de 10 anos, que também é regular na série “Designated Survivor”, é o tipo de profissional que pergunta se ela pode trazer seu bicho de pelúcia enquanto promove o filme novo. Ela também tem um gato de pelúcia para a entrevista, afinal, ela é alérgica a gatos de verdade.

McKenna disse que ela não é boa em matemática como sua personagem em Gifted, mas ela acha que foi presenteada (gifted) com uma grande família e um estilo de vida maravilhoso.

“Essa experiência foi tão maravilhosa que me faz ser grata pela minha vida. Eu sou presenteada por ter minha família aqui para me apoiar e por estar aqui com o Chris”, ela diz, emendando, “Bem, cada trabalho por ser o último, sabe?”

E os talentos de Chris? McKenna cobre isso também.

“Ele tem vários talentos”, ela diz. “Ele consegue sapatear, apesar dele não ter dançado para mim”.

Evans, quietamente, admite que sim, ele sabe sapatear.

“Eu quero sapatear em um filme”, ele diz. “Eu quero encontrar um, talvez um épico Gene Kelly”.

“Ele consegue cantar e sapatear”, McKenna declara, decidindo o assunto da conversa, como um agente faria.

Ambos cantaram bastante no set entre os takes, ela diz, principalmente Pop Rock dos anos 90.

“O pai dela cresceu ouvindo os Presidentes dos Estados Unidos da América, uma banda dos anos 90”, Evans diz. “Então cantávamos Peaches a todo momento, que era uma das melhores músicas deles.

Olhando carinhosamente para McKenna, ele adiciona “Ela não deveria estar ouvindo essas músicas, pois muita tem palavras feias”.

McKenna diz que ela e seu pai amam assistir filmes da Marvel juntos, então ela já conhecia Chris do Capitão América antes de trabalhar com ele.

“Ele é muito mais que o Capitão América”, ela diz. “Guerra Civil está sempre passando nos aviões, e eu olho ‘eu conheço ele'”.

Fonte.
Tradução: Flávia Coelho.
Créditos: Chris Evans Brasil.

Entrevista: Chris Evans está cansado de não se sentir autêntico
23
03
postado por Flávia Coelho

Chris Evans tem muito em sua mente.

Os Oscars são em menos de uma semana, e ele vai precisar estar tão bonito no tapete vermelho para que as pessoas não percebam o quão desconfortável toda essa situação deixa ele. Ele acabou de voltar de um experimento de roupa com seu estilista. O terno que ele vai acabar vestindo, um azul real remetendo a um clássico, funciona muito bem [nele]. Agora ele está perante à uma noite cheia de limpeza de casa muito necessária, porque como ele diz “está ficando muito nojento”. Mas, de maneira geral, ele está pensando sobre os Estados Unidos.

“Ultimamente, tudo em que tenho pensado é Política”, diz ele, antes de lançar um monólogo sincero sobre o que isso significa. Porque ele não está pensando nos distritos do Congresso ou na reforma da imigração. Quando ele diz que está pensando em política, ele está realmente pensando em como devemos viver nossas vidas nestes tempos loucos.

“Não são apenas as políticas de Trump, ou política, ou seu comportamento. Apenas enfatizou em como tratar uns aos outros e eu questiono se nós esquecemos a técnica por trás do discurso; A verdadeira arte de discordar de alguém enquanto respeitamos nossa humanidade”, ele continua. “As pessoas são tão polarizadas agora, e as questões são tão pessoais, que esta raiva se infiltrou e é feita para muita pouca paciência, compreensão e empatia. Quase se tornou ‘a sua opinião contra a minha opinião’, mas na mente de certas pessoas, ‘o bem contra o mal’, e as pessoas não querem comprometer-se com o mal”.

Para ser claro, eu não perguntei a ele sobre política. Para fazer o cara que interpreta profissionalmente o Capitão América falar seu ponto político seria um pouco óbvio demais. Em vez disso, eu apenas perguntei se ele tinha tido qualquer epifanias ultimamente. Você sabe, aquelas descobertas que fazemos repetidamente sem perceber. A resposta de Evans para isso foi: política. Isso não é surpreende de maneira alguma – como sua recente discussão no Twitter com David Duke demonstra, Capitão América não precisa de muito incentivo [pressão] para falar sobre os ideais americanos. Talvez essa seja a vida imitando a arte, ou talvez seja parte do motivo pelo qual Evans faz um bom Capitão América – ele realmente é aquele ser incrível e decente – mas de qualquer maneira, é muito para pensar, especialmente quando, tecnicamente falando, ele não está sob nenhuma obrigação para considerar muito de qualquer coisa.

Espera. Para.

Eu estou prestes a falar merda. “Chris Evans tem muito em sua mente?” Realmente? Isso é uma mentira desonesta. E eu respeito muito Chris Evans – especialmente depois de realmente falar com o cara – para se falar esse tipo de lorota.
Um perfil de celebridade – como este – tem três, talvez três e meio – objetivos principais:

1. Você quer humanizar o assunto. Claro, Evans é mundialmente famoso, e tem um corpo que vai fazer com que sua esposa se apaixone por ele, mesmo enquanto você está sentado lá no teatro com ela (história verdadeira), mas é bom gostar dele, porque ele é apenas um cara normal!

2. Faça jus ao nome do sujeito [Chris]. Você entende que, ao ser uma pessoa normal não ameaçadora, o sujeito também tem alguma qualidade que você, talvez, te falte, caso contrário você seria famoso também! “Chris Evans tem muito em mente”, te deixa saber que ele é digno de sua posição porque, ao contrário de algum ator imaginado, impossivelmente vazio que todos nós temos em nosso inconsciente coletivo, esse cara realmente pensa sobre as coisas. Seu cérebro está sempre indo, ele está sempre trabalhando, ele é um biscoito inteligente e um prostituto. Ele ganhou tudo o que ele tem, e, lembre-se, isso não poderia ter acontecido a um cara mais legal, mais simples.

3. E, finalmente, objetivo 3. Fornecer a emoção de acesso e a emoção de viver uma vida viciaria [estereotipo de ator]. Chris Evans tem muito em sua mente – e você é especial porque você sabe disso sobre a mente dele, mesmo que você seja um estranho que pode nunca conhecer o Chris Evans em pessoa. (Ah, e objetivo 3.5: promover o filme que o sujeito está estrelando, pagando assim pelo tempo do sujeito.),

Chris Evans tem jogado este jogo de Hollywood por mais de 15 anos agora. (Não acontece tanto agora, mas por um longo tempo, a maioria dos perfis sobre ele tinha um quarto objetivo: fazer mulheres / homens gays desmaiar na presença dele sem camisa. Mas, há alguns anos, um publicista fez isso parar. Porém o cara ainda parece um deus grego com camisa). Você ainda tem a sensação de que, apesar de seu comportamento não torturado, ele fez tudo isso com inautenticidade. Você sente isso principalmente porque ele é admitido tanto.

“Muitas vezes nesta indústria você é encarregado com, não apenas atuar em um filme, mas então você tem que vender o filme. E pode ser difícil se o filme não é, talvez exatamente o que você esperava”, diz ele. “É difícil vender qualquer coisa, na minha opinião. Eu não gosto de vender coisas. Sinto-me muito transparente quando me sinto embelezando. E é aí que nasce a ansiedade”.

Então, nesse mesmo espírito, deixe-me admitir algo: eu realmente não sei se Chris Evans tinha muita coisa em mente quando falamos, nem acredito necessariamente que pensar sobre a decência humana na era de Trump, Oscars, e limpar a casa necessariamente se qualifica como ‘ter muito em sua mente’. Isso sou eu enchendo linguiça. E enquanto eu não necessariamente sinto o mesmo desconforto que Evans, talvez eu deveria.

Então, no espírito de Chris Evans, vamos começar de novo. Talvez desta vez com um pouco de integridade.
Enquanto eu estou esperando para falar com Chris Evans, há duas narrativas concorrentes na minha cabeça, dois possíveis Chrises que eu possa encontrar.

É engraçado: um dos resultados acidentais de estar lá, no momento, vários atores de alto escalão chamados Chris – que são todos belos, loiros, caras brancos – é que eles inadvertidamente criam um espectro de Celebridade Masculina Persona. Numa extremidade, há Pratt: afável, encantador, que tem charme. No outro extremo do espectro, você tem Pine, que é mais reservado, sensível, desesperado para mostrar sua seriedade e alcance. Hemsworth, para o que vale a pena, reside mais perto de Pratt. Evans poderia ir para qualquer lado [do espectro]. Em algumas entrevistas anteriores ele demonstra uma delicada masculinidade Bostoniana – como, se a vida fosse um filme dos anos 80, ele seria uma parte de um grupinho de caras descolados que implica os nerds, só ele seria o único tentando fazer os caras pararem com isso, e ele ficaria por algumas porradas depois que eles saíssem, ele ficaria para se certificar de que o nerd estava bem. Mas então, em outras entrevistas, ele é honesto sobre o quanto odeia as entrevistas, como elas o tornam autoconsciente e ansioso.

Essa dicotomia, embora seja uma parte natural do ser humano, é interessante porque o filme que ele está promovendo parece lidar com algo semelhante. Pelo menos para mim. Em Gifted, Evans interpreta um homem que está criando sua jovem sobrinha depois do suicídio de sua irmã. Ela era um gênio da matemática e sua filha herdou suas habilidades sobrenaturais. Não querendo que sua sobrinha atravesse as mesmas dificuldades que sua mãe, Evans a cria na Flórida, o mais longe de elites acadêmicas exigentes possível. O conflito surge quando a avó da menina o leva ao tribunal, para trazer a criança de volta à torre de marfim, onde ela pode fazer algo matematicamente importante. O filme, é claro, é emocionante, e seu desempenho é natural, e colorido [de emoções] e você quase esquece que a última vez que você viu ele nas telonas ele estava batendo no Homem de Ferro com um escudo de estrelas e listras.

Mas ao tentar levar sua neta de volta para a Cidade Grande, obtemos uma imagem clara dos dois gumes dos Estados Unidos [Democracia x República] sobre os quais tanto ouviu falar durante as eleições. Uma psicóloga de crianças parece preocupada e com pena quando a garota fala sobre como ela assiste UFC com seu tio, ou como seu melhor amigo é uma vizinha interpretada por Octavia Spencer. Evans é um faz-tudo (embora seja secretamente um professor de filosofia, e também um mecânico), tentando dar a sua filha adotiva uma vida “regular”, o vilão é um cartão que carrega o membro das elites acadêmicas costeiras. É bagunçado, mas é tudo americano. Ambos os lados cometem erros, ambos os lados são humanos.

Caso tenha alguma relevância, ele está feliz por eu ver Gifted como uma exploração da dualidade da experiência americana, mas não foi isso que o atraiu para o papel. “Eu acho que é sempre divertido tentar interpretar filmes através de lentes diferentes. Para mim, era mais sobre a fricção e conflito que pode acontecer entre um pai e uma criança, quando um pai é dominador e cria grandes expectativas, a criança se rebela, e tipo apenas querer amor e nunca se sentir bem o suficiente”, diz ele . Era uma questão de família para ele. Mas – e talvez estamos prolongando falando isso – eu digo que não há muita diferença entre a dicotomia de relacionamentos familiares, e como os americanos se relacionam uns com os outros, e com seu governo.

E, enquanto estou me esforçando por uma linha temática, o Capitão América toca em algo semelhante. Pense nisso: temos o símbolo vivo da força e da justiça Americana sendo constantemente confrontados com seu próprio governo. Se Cap e o governo dos Estados Unidos são símbolos da América, qual América é a verdadeira? O que significa Família? Quem é Chris Evans?

Você pensa em muitas coisas quando está esperando por Chris Evans. Acontece que o Chris que está aqui parece estar mais perto de Pratt no espectro do que o lado do Pine.

Ele parece energizado e positivo, pronto para uma conversa agradável e leve sobre seu novo filme. Estou quase decepcionado. Principalmente porque – e isso é projeção – eu tinha decidido que o cara calmamente ansioso, e que parecia um Adônis-com-um-coração-de-artista era o Chris Evans de verdade, e que esta máquina de charme que está falando comigo fosse uma fachada.

“Eu realmente não me importo de fazer essas entrevistas”, ele diz, depois de me desculpar por forçá-lo a participar de algo que ele odeia. “A primeira vez que fiz alguns filmes que eu amava muito, eu sempre queria mais perguntas sobre eles. Fiquei emocionado. Mas, se você vê a minha página IMDB, no início da minha carreira é apenas evidência de que fazer um bom filme é difícil. Se fosse fácil, haveria muito mais deles. Você trabalha muito duro nessa coisa, e então você tem que descobrir o que dizer, como dizê-lo, tudo parecia um pouco muito adaptado, tudo parecia um pouco forçado demais. Isso me fez muito autoconsciente, e me senti muito desconfortável nesse ambiente”.

E, falando de dicotomias, percebo que enquanto falo com ele, que constantemente colocamos atores nesta posição enlouquecedora: esperamos autenticidade, então tornamos a autenticidade contratualmente impossível, ou a punimos quando a vemos. Esperamos que eles promovam alegremente o filme em que estão, então culpamos ou zombamos deles se o filme não é muito bom. Por outro lado, se um ator der a menor insinuação de infelicidade durante uma entrevista de imprensa ou aparência de TV, nós o repreendemos por serem ingratos, ou os desaprovamos por estarem vendendo [o trabalho].

É fácil entender por que alguns atores – especialmente atores sérios – seria mídia tímido, ou excessivamente sensível. Mas, quando Chris Evans fala sobre esta situação, não soa como vaidoso ou pretensioso. Ele insere uma quantidade suficiente de qualificadores em suas frases que ele seria inquestionável. E mesmo quando ele fala sobre como ele quer se concentrar em dirigir – um assunto precário para qualquer ator que muitas vezes sai como um calouro Inglês falando sobre como ele está escrevendo o próximo Infinite Jest. Evans soa mais como um colega de trabalho especulando sobre como fazer uma carreira com efeitos colaterais se mover.

“É difícil, porque se você não irá escrever o conteúdo original, e você está apenas procurando projetos que estão disponíveis, a verdade é que é escolhas escassas. Um monte de grandes roteiros que estão disponíveis para uso, grandes diretores realizados já pegaram. Portanto, é um pouco difícil tentar encontrar esse diamante bruto. Mas essa foi a minha caçada ultimamente “, diz ele. “Eu acho que com a direção você começa a fazer menos imprensa. Cada vez que eu faço esses filmes, e fazer essas entrevistas, você vê o diretor muito pouco. Então isso seria bom para não ser encarregado com o trabalho de fazer talk shows. Mas, eu também sinto com cada ano que passa eu me tornei mais e mais confortável com certas coisas que, há 10 anos, eu não era”.

Ele consegue soar grato e com pé no chão, mas também, bem, como se ele realmente tivesse integridade. Porque é claro que seria enlouquecedor ter que promover filmes em que você não acreditasse. Especialmente desde que, com a edição e direção e notas de estúdio e tudo isso, é quase impossível para um ator saber se ele está fazendo um Capitão América: Guerra Civil , Ou se ele está fazendo Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. A integridade, porém, não é uma característica que normalmente se associa com celebridades, especialmente aquelas que têm bonecos deles mesmos.

Eu mencionei os objetivos de um perfil de celebridade – e eu acredito neles – mas, realmente, deixando de lado qualquer reflexão temática sobre dicotomias, e quem é o verdadeiro Chris Evans, a principal questão que essas peças devem responder é simples: como é conversar com Chris Evans?

É refrescante. É decente. É como conhecer o novo namorado de seu amigo e perceber que ele é um sujeito muito legal. E por um lado, você não está surpreso porque sua amiga é uma garota muito legal e, claro, ela teria bom gosto em homens, mas por outro lado, ela namorou alguns idiotas de verdade.

Mas esse novo namorado, você não gasta tanto tempo com ele. Você obtém um esboço, uma prova, por falta de uma palavra melhor, menos vagamente homoerótica neste contexto. Você não vê a imagem inteira, mas o que você vê é promissor. Se há, de fato, um Chris Evans ansioso, ele não o consome por inteiro. Na verdade, é quase como se as coisas que o tornariam insuportável – ou seja, seu desconforto com o lado comercial do negócio – é realmente o que o torna mais relacionável. Também pelo fato dele vir de um lugar de verdade, que é fácil se sentir em casa, por ele ser filho de uma professora, e por levar a família no Oscar. Que, na verdade, é exatamente certo.

Porque Chris Evans é humano. Ele é famoso e divertido, sério e vulnerável. E ele merece sua fama, e isso não poderia ter acontecido a um cara mais legal. Provavelmente.

Fonte.
Tradução: Marina de Castro.
Equipe Chris Evans Brasil.

Esquire: Chris Evans está pronto para lutar
16
03
postado por Flávia Coelho

Seu sucesso como Capitão América transformou Chris Evans em uma das coisas mais certeiras de Hollywood, o que significa que ele pode fazer o que quiser em seu tempo livre. Então por que pular de paraquedas e entrar nessa com David Duke?

Os comandos canadenses são os primeiros a pular. Nosso avião alcança uma altitude de cerca de 2400 metros (8000 pés); nossa porta traseira se abre. Embora seja um dia quente de inverno lá em baixo no Sul rural da Califórnia, aqui em cima, nem tanto. Sai-se 8 comandos, todos de camuflagem preta e vermelha, um atrás do outro. Para eles é um exercício de treinamento, e Jesus, esses bastardos insanos estão animados! O último Canuck a sair em direção ao nada é um garanhão estranhamente alto com com um corte de tripulação e um bigode de guidão; antes dele pular, ele manda um sorriso para a gente. Sim, sim, a gente entende: você é f***.

Momentos depois, o avião está a 3000 metros (10000 pés), e os próximos a pular é um casal do Oriente Médio na casa dos trinta. Esses dois não aguentam esperar. Eles estão estáticos. Paraquedismo claramente é importante para eles. Por que? Eu não consigo parar de pensar nisso. É igual preliminares [para eles]? Será que eles correm para o carro depois de aterrissarem e mandam ver no estacionamento? Eles dão um joia para gente e lá se vão.

Desse jeito, estamos a 3800 metros (12500 pés) e é nossa vez. Eu e Chris Evans, reconhecido pelo universo a fora como a estrela dos quadrinhos da Marvel, Capitão América e os filmes dos Vingadores. Os cinco filmes em série, os quais começaram em 2011 com Capitão América: O Primeiro Vingador, arrecadaram mais de $4 bilhões.

Nós dois, mais quatro membros da tripulação, somos os únicos que sobraram na traseira do avião. Sobre o alto zumbido das hélices duplas, um dos tripulantes grita “Certo, quem vai primeiro?”.

Evans e eu estamos sentados em bancos opostos um do outro. Nenhum de nós responde. Eu olho para ele; ele olha para mim. Eu me sinto como se tivesse engolido um rato vivo. Evans está todo e todo, todo descolado Capitão América, sorrindo para todos os lados.

Enquanto estávamos esperando para embarcar no avião, Evans me disse que quando ele foi deitar na noite anterior, tudo que ele conseguia pensar era “eu explorei a sensação de e se o paraquedas não abrir?…”

Ah você sabia?

“… Aqueles últimos minutos de você sabe. Como em você sabe que você vai fatalmente se espatifar”. Você não vai desmaiar; você vai estar bem acordado. Então o que? Eu fecho meus olhos? Esperançosamente, que seja rápido. As luzes se apagam. Eu espero mesmo que seja rápido. E aí eu fiquei, se você vai mesmo fazer isso, vamos fingir que não tem como isso dar errado. Só vá com tudo e pule do avião com gosto”. Evans também disse que ele pesquisou a taxa de fatalidades no paraquedismo. “É, tipo, 0,006 fatalidade por 1000 saltos. Então acredito que nossas chances sejam boas”.

Novamente um dos membros da tripulação grita “Quem vai primeiro?”

Novamente eu olho para Evans; novamente ele olha para mim. O rato está correndo em círculos no meu estômago.

Eu olho para Evans; ele olha para mim.

Outro tripulante pergunta “De quem foi a ideia? ”

Foi uma pergunta excelente.

Eu pergunto ao Evans a mesma coisa quando nos conhecemos pela primeira vez, na noite anterior ao nosso salto, em sua casa. Ele mora no topo das montanhas de Hollywood, em um racho contemporâneo no centro de um jardim estilo Japonês. O lugar tem uma vibe de retiro de meditação de LA – tem até uma estátua do pequeno Buda na entrada.

O cara que abre a porta da frente está em jeans, uma camiseta, e Nike; ele tem um boné preto com o logotipo da NASA, e sua barba é o bastante considerável e por um segundo você esquece que é o mesmo cara que interpreta um super-herói com cara de bebê. Nosso aperto de mão na entrada [de sua casa] é interrompido quando seu cachorro avança para minha virilha. Evans se desculpa por isso.

Nós conversamos um pouco. Evans é do subúrbio de Boston, um filho de quatro crianças criadas pelo pai, um dentista, e a mãe, que comanda um teatro da comunidade. O ponto é, ele é um fã dos Patriots, e com o Super Bowl LI, entre os Patriots e os Falcons, que acontecia em alguns dias [da data do paraquedismo e da sessão de fotos para a revista], é a única coisa que passa por sua [Evans] cabeça. Pode apostar seu Sam Adams – ele goza falando que vai ao jogo em Houston. “Ai meu Deus ”, ele diz, fazendo uma dancinha. “Eu não acredito que é esse final de semana”.

Como qualquer fã dos Patriots que se preze, Evans está super puto com o comissário da NFL Roger Goodell.
Evans não vai ao Super Bowl LI com a lista de atores de Hollywood [que são fãs dos Patriots] como Mark Wahlberg, Matt Damon, e Bem Affleck. Para constar, ele nunca conheceu o Damon, e sua única interação com Wahlberg foi a um par de anos atrás num evento dos Patriots. Evans, no entanto, se humilhou na frente do Affleck.

Em torno de 2006, Evans se encontrou com Affleck para falar sobre Medo da Verdade, o qual Affleck estava dirigindo. Evans estava andando pelo corredor, procurando o cômodo onde era para eles se encontrarem. Passando por um escritório com porta aberta, ele ouviu o Affleck, com aquele forte sotaque dele de Boston, gritando “Ai está ele! ” (Evans imita o Affleck direitinho).

Naquela época, Evans já tinha tido se acostumado com a fama por causa de Tocha Humana, Johnny Storm, no Quarteto Fantástico de 2005, mas mesmo assim ele teve uns surtos [ao conhecer Affleck]. Como ele conta: “A primeira coisa que disse a ele foi: ‘Será que vou ter problema com onde eu estacionei?’ e ele perguntou ‘Onde você estacionou? ‘, e eu disse ‘No parquímetro’. E ele disse ‘Você colocou dinheiro no parquímetro? ‘e eu disse sim. E ele disse ‘Bem, que acho que você vai ficar bem’. E eu pensei, nossa começamos bem! ”. Constatando o óbvio: Evans não entendeu essa parte.

Não, Evans vai ao Super Bowl com seu irmão e três de seus amigos mais próximos. Como qualquer fã dos Patriots que se preze, Evans está super puto com o comissário da NFL Roger Goodell por impor a suspensão de Tom Brady pelo Deflategate [longa história para o time]. Pegando duas cervejas do freezer que está praticamente vazio, Evans diz: “Só quero ver o Goodell entregar o prêmio para Brady. Goodell. Pedaço de merda’.

Na sala de estar do Evans, não tem nada do Capitão América. Tons de terra, mesas que parecem ser feitas de madeira recuperada. À vontade. Desorganizado. Portas de vidro se abrem para um quintal com uma vista incrível das montanhas de Hollywood. Evans se espreguiça em um dos dois sofás. Eu sento no outro e pergunto “De quem foi essa ideia de saltar?” E já que nenhum de nós sabe de quem foi a ideia, ambos sabemos que o que eu realmente estou perguntando é Por que? Por que, cara, por que você quer saltar (comigo) da porra de um avião? “Sim”, ele diz abrindo a cerveja, “Não faço ideia do que estava pensando!”

Se ajeitando no sofá, ele geme. Evans me explicou que ele está todo dolorido porque ele começou a rotina de work out no dia antes [a visita] para entrar em forma para os próximos dois filmes do Capitão América. Os filmes serão filmados de uma vez só, começando em Abril. Depois disso, nada de fantasia vermelha, branca e azul para o ator de 35 anos. Ele terá completado seu contrato.

“Sim”, ele diz abrindo a cerveja,

“Não faço ideia do que estava pensando!”

Lá em 2010, Marvel apresentou ao Evans um contrato de nove filmes. Ele insistiu em assinar apenas seis. Alguns membros da família acharam que ele foi louco de dar meia volta em um projeto tão seguro e lucrativo. Evans via diferente.

Leva cinco meses para filmar um filme da Marvel, e quando você soma as obrigações promocionais para cada um, bem, caralho, cara. Evans sabia que enquanto ele estivesse ligado ao Capitão América, ele teria pouco tempo para tomar outros projetos. Ele queria dirigir, ele queria fazer outros personagens – papeis que fossem mais humanos – como o de principal em Gifted, o qual chega aos cinemas mês que vem. O roteiro o levou às lágrimas. Evans conseguiu apertar o filme entre os do Capitão América e Os Vingadores.

Em Gifted, Evans estrela como Frank Adler. Você não consegue um papel mais humano do que o de Adler, um mecânico de motor de barco com graxa debaixo das unhas, com vida de solteirão na Flórida. Depois de uma série de circunstâncias trágicas, Adler se torna o pai substituto de sua sobrinha, Mary, uma aluna do primeiro ano com o QI do Einstein. Ele reconhece que Mary é uma geniazinha, e ele faz de tudo para que ninguém mais note. Dadas as circunstâncias anteriormente, Adler testemunhou o que pode acontecer quando uma criança com uma mente brilhante é pressionada demais e muito rapidamente. E aí a professora de Mary entra em cena. Ela descobre que a criança tem um dom e problemas de drama na família.

Durante um momento do filme onde as coisas não vão do jeito que Adler queria, ele sarcasticamente refere a si mesmo como um “porra de um herói”. Evans disse que a fala não era para fazer comparações entre o super-herói Steve Rogers (vulgo Capitão América) e o Homem de Todos, herói Frank Adler. Mas já que ele mencionou.

“Com Steve Rogers”, disse Evans, “Mesmo que você esteja num filme enorme com um orçamento enorme e fantasias estranhas, você ainda busca a verdade sobre o personagem”. Dito isso, “Com Adler, é legal interpretar alguém relacionável. Eu acho que foi a Julianne Moore que disse ‘A plateia não vai para ver você; eles vêm para ver eles mesmos’. Adler é alguém que você pode segurar como um espelho para alguém no público. Eles se identificarão muito mais facilmente com Frank Adler do que Steve Rogers”.

Dodger. É o nome do cachorro do Evans, o qual arregaçou minhas bolas e têm feito um ótimo trabalho em fazer as pazes [comigo] se acariciando em mim no sofá. Evans o pegou quando ele estava filmando Gifted; em uma das últimas cenas foi gravada num abrigo de animais na Geórgia. Evans queria um cachorro desde que seu último amorzinho morreu em 2012. Então ele se encontrou andando no corredor desse cachorro, e lá estava o boxer de raças mistas, abanando o rabo e parecendo como se já pertencesse ao Evans.

Dodger não é exatamente um nome que se espera de um fã roxo dos esportes de Boston. Seus amigos de sua cidade natal o zoaram bastante por isso. Mas ele não abandonou seu Red Sox pelo time de Los Angeles [baseball]. Quando criança, ele amava o filme de animação da Disney, Oliver e Seus Companheiros, e seu personagem favorito era o Dodger. Antecipando o sofrimento que iria obter de seus amigos, Evans considerou outros nomes. “Você pode colocar Doorknob” ele disse “e em um mês ele um Doorknob”. A mãe de Evans o convenceu a confiar nos seus instintos.

Perto da época quando Evans estava terminando Gifted e voltando para Los Angeles com Dodger, a campanha presidencial de 2016 ainda estava na fase em que ninguém, incluindo o ator – um apoiador de Hillary Clinton – achava que Trump tinha chance. Ele ainda não acredita que Trump ganhou.

“Eu sinto raiva”, ele disse. “Eu sinto fúria. É inacreditável. As pessoas estavam tão desesperadas por ouvir alguém dizer que alguém é culpado. Eles estavam muito feliz por ouvir que alguém estava com raiva. Ouvi alguém dizer que Washington é uma droga. Eles só querem algo novo sem realmente compreenderem. Quero dizer, caras como Steve Bannon – Steve Bannon! – esse cara não tem lugar na política!”

Evans tem feito, e continua a fazer, seu ponto político no Twitter. Ele tweetou que Trump deveria “parar de dar corda a mentiras”, e ele recentemente acabou em um debate polêmico no Twitter com um antigo líder da Ku Kux Klan, David Duke, sobre a escolha de Trump sobre o procurador geral, Jeff Sessions. Duke fez uma acusação sem fundamento sobre Evans estar sendo anti semita; Evans encorajou Duke a procurar amor: “É mais forte que o ódio; Nos une. Prometo a você que está logo depois de raiva e medo”. Fazer declarações políticas e engajar-se em tais trocas [de opiniões] em lugares públicos [como rede social] é uma coisa bastante arriscada para a estrela de Capitão América fazer. Sim, conselheiros o disseram muito “Olha, estou em um negócio onde você tem que vender ingressos”, ele disse “Mas meu Deus, eu não seria capaz de me olhar no espelho se sentisse algo forte por algo e não falasse sobre. Eu acho que depende de como você fala. A gente pode discordar. Se eu constato minha opinião e as pessoas resolvem não irem ver meus filmes como resultado, eu estou tranquilo com isso”.

Trump. Bannon. Política. Agora Evans está animado. Ele sai do sofá, anda até a varanda, acende um cigarro. “Algumas pessoas dizem ‘Você não vê o que está acontecendo? É hora de gritar!’ ”, diz Evans. “Sim, eu vejo, e é hora de calma. Porque nem todo mundo que votou para Trump é um intolerante [ignorante] horrível. Tem muitas pessoas nesse meio; e essas são as pessoas com quais você não pode perder a credibilidade. Se você está tentando mudar a cabeça de alguém falando muito, você pode se tornar a poluição sonora”.

Evans tem uma história bem notável sobre como chegou a Hollywood.

Durante seu primeiro ano de ensino médio, ele sabia que queria atuar. Ele fazia muito isso. Na escola. No teatro da mãe dele. Ele amava. “Quando você está fazendo uma peça com 13 anos de idade e tem uma noite de estreia? Nenhum dos meus amigos tinham noites de estreia. ‘Não posso dormir aí com vocês, caras; eu tenho uma noite de estreia’ ”.
Naquele mesmo ano, ele fez uma peça de dois caras. Para todas as mais de vinte e tantas peças que Evans tinha feito até aquele ponto, a preparação significava ir para casa, memorizar as falas e fazer algumas passagens com o elenco. Entretanto, para sua peça, Estrela Caída [Fallen Star], ele e sua co-estrela ensaiavam passando o diálogo um com o outro. Hora depois de hora, noite depois de noite.

Estrela Caída é sobre dois amigos, um deles acaba de morrer. Conforme a peça abre, um dos personagens chega em casa após o funeral e encontra o fantasma de seu amigo morto. Evans era o fantasma. Esperando nos bastidores na noite de estreia, ele sabia que não tinha decorado todas as falas, mas ele tinha a essência e a emoção da peça toda. No palco, ele relembra “Eu falava as falas não porque eu tinha as memorizado, mas porque a peça estava em mim. Eu acreditava no que eu estava dizendo”.

Ele estava viciado. Ele queria fazer mais desse negócio de atuar – atuar de verdade. Ele queria fazer filmes, na qual a câmera estivesse nele e ele pudesse ser apenas o personagem, além do teatro, no qual o ator tem que atuar em um cômodo [para público].

Um amigo da família que era um ator de televisão aconselhou Evans dizendo que se ele quisesse ir para Hollywood, ele precisaria de um agente de talentos. No final de seu primeiro ano do ensino médio, ele tinha um pedido um tanto quanto corajoso para seus pais: Se ele encontrasse um estágio com um agente de elenco na cidade de Nova York, eles permitiriam que ele morasse lá e iriam pagar o aluguel [para ele]? Eles concordaram. Evans conseguiu um bico com Bonnie Finnegan, a qual trabalhava no programa de TV Spin City.

“Eu fodi tudo. Perdi minha virgindade naquele ano. 1999 foi um dos melhores anos da minha vida”. Até que não foi.
Evans escolheu fazer um estágio com um agente de elenco porque ele achava que ele tinha mais de uma chance de interagir com outros agentes tentando conseguir audições para seus clientes.
Ele tinha 16 anos.

Finnegan botou Evans no telefone; sua responsabilidade incluía marcar encontros para audições. Até o final do verão, ele escolheu os três agentes com quem ele tinha a melhor relação e pediu a cada um deles para dar-lhe uma audição de cinco minutos. Todos os três disseram que sim. Depois de ver sua audição, os três estavam interessados.

Evans escolheu o que Finnegan tinha recomendado, Bret Adams, que disse a Evans voltar a Nova York para audições em Janeiro, um piloto de temporada de uma série de TV. De volta em casa, ele tinha dobrado algumas classes do primeiro semestre de seu terceiro ano, se formou mais cedo, e voltou a Nova York em Janeiro. Ele pegou mesmo buraco de merda de apartamento em Brooklyn que ele tinha na época do estágio com Finnegan. Ele conseguiu um papel no piloto de Opposite Sex. Ainda melhor, o show decolou e começaram a gravar em Los Angeles no outono.

“Eu sei que vou para Los Angeles em Agosto”, diz Evans relembrando a aquele período. “Então eu voltei para casa na primavera e acordar por volta do meio-dia, passar no colégio para ver meus amigos, a gente ficava chapado no estacionamento. Eu fodi tudo. Perdi minha virgindade naquele ano. 1999 foi um dos melhores anos da minha vida”. Até que não foi.

Não fazia nem um mês que ele estava em Los Angeles e ligaram para ele de casa [Boston]. Seus pais estavam se divorciando. Evans nunca adivinhou.

Família e amor e as lutas nestes são parte do que atraiu Evans para Gifted.

“Na minha própria vida, eu tenho uma conexão com a minha família e com o valor dessas ligações”, ele diz. “Eu sempre amei histórias sobre pessoas que põem a família antes deles mesmos. É um esforço tão nobre. Você não escolhe a família, como escolhe os amigos. Especialmente em Los Angeles. Você realmente começa a ver como as amizades são postas à prova; agita todos os egos. Mas se algo realmente dá errado em uma amizade, você tem a opção de não ser amigo mais. Sua família – é sua família. Tentar fazer o sistema funcionar e não só tentar ser funcional como também apreciável é um esforço muito desafiador, e é assim que a minha família é claramente”.

No avião, uma decisão foi feita.

“Eu quero ver você pular primeiro”, Evans grita para mim.

Mas claro que quer.

Como qualquer centro legal e respeitável de paraquedismo, Skydive Perris, que está nos providenciando com essa “experiência”, não amarra um paraquedas nas suas costas. Primeiro, você vai a uma sala por um período de instruções. Então você vai a outra sala, onde assina os seus direitos.

Você deve estar se perguntando como uma estrela de uma franquia de bilhões de dólares com dois filmes faltando para filmar consegue autorização para pular de um avião – nem pense na baixa taxa de fatalidades, como Evans apresentou. Eu também.

“Bem, eles te dão todas essas políticas de segurança, mas mesmo se eu morrer, o que eles [da Marvel] vão fazer? Processar minha família? Eles provavelmente vão elencar um novo cara por um preço mais baixo e economizar uma grana”.
Já pensando que a resposta deve ser com certeza não, eu pergunto ao Evans se ele já tinha pulado de paraquedas antes. Mas acontece que sim, ele já tinha pulado com uma ex-namorada. Acontece que essa ex-namorada está agora casada com Justin Timberlake. Evans e Jessica Biel namoraram vai e volta de 2001 a 2006. Eles saltaram juntos quando Biel teve a ideia para o Dia dos Namorados. De acordo com a mídia, Evans estava recentemente namorando sua co-estrela de Gifted, Jenny Slate, que interpreta a professora. “Sim”, ele diz, “Mas quero evitar essas perguntas”. Você quase consegue ouvir o coração dele palpitando.

“Há uma certa experiência de vida compartilhada que é difícil para outra pessoa que não está nesta indústria de compreender”

Terminamos discutindo amplamente os desafios únicos que uma estrela internacional como Evans enfrenta quando se trata de namoro, especificamente o fator de confiança. Evans supõe que é por isso que tantos atores namoram outros atores: “Há uma certa experiência de vida compartilhada que é difícil para outra pessoa que não está nesta indústria de compreender”, diz ele. “Permitir que alguém vá trabalhar com alguém por três meses e eles não irão se ver. Realmente, certamente coloca o relacionamento em teste.”

Em Gifted, há um momento em que o personagem de Slate pergunta a Adler qual é seu maior medo. O maior medo de Frank Adler é que ele arruinará a vida de sua sobrinha. O maior medo de Evans é ter arrependimentos.

“Como sempre, tipo, de querer estar lá ao invés de aqui. Eu acho que estou preocupado que de repente vou envelhecer e ter arrependimentos, perceber que eu não tenho cultivado o suficiente o fato de apreciar o agora e se render ao momento presente”.

As reflexões de Evans têm algo a ver com o fato de ele estar lendo The Surrender Experiment. “É sobre a noção básica de que estamos apenas de bom humor quando as coisas estão indo do jeito que queremos”, diz ele. “A verdade é que a vida vai se desenrolar como ela vai se desdobrar, independentemente da sua vontade. Se você é um participante ativo nessa consciência, a vida meio que te dá uma lavada sobre você, boa ou ruim. Você meio que se torna um pouco Teflon para as lutas que nos autoinfligimos”.

Ele continua: “Nossas mentes conscientes estão muito espalhadas. Nós nos preocupamos com o passado. Nos preocupamos com o futuro. Nós fazemos rótulos. E tudo isso nos deixa muito separados. O que eu estou tentando fazer é acalmar. Acalmar esse cérebro de vez em quando e esperar que esses períodos de silêncio e quietude durem mais. Quando você faz isso, o que sobe da neblina é uma espécie de rendição. Você está mais conectado ao invés de estar separado. Muitas perguntas sobre o destino ou o propósito, ou qualquer coisa dessas – não é como se você obtivesse respostas. Você percebe que não precisava das perguntas.”

Isto aqui – essa coisa de se render, de deixar a vida se desenrolar, dar o salto – é por isso que ele queria ir para o paraquedismo. É por isso que aquele menino de dezesseis anos deu o salto e passou o verão em Nova York; É por isso que ele deu o salto e recusou o contrato de nove filmes; É por isso que ele conseguiu Dodger. Rendição. Dar o salto.
Então eu vou primeiro.

Ah, um detalhe importante: novatos como eu e o Evans, não pulamos sozinhos. Graças a Deus. Cada um de nós está fazendo um salto Tandem. Cada um de nós está preso pelas costas à frente de um saltador profissional. Eu estou preso a um cara de quarenta anos chamado Paul. Considerando o que está prestes a acontecer, eu cheguei à conclusão que seria bom eu conhecer um pouco do Paul. Ele me contou que costumava a ser dono de um bar em Chicago. Evans está preso a uma jovem chamada Sam, que parece ter vinte e alguma coisa. Ela tem uma mecha rosa meio roxa no cabelo preto dela e isso diz coisas como “fodona”. Aliás, Sam se apresentou falando “Eu sou a Sam, mas pode me chamar de Fodona”.

Na porta aberta do avião, minha mente vai para minha esposa e dois filhos adolescentes, para aqueles que eu amo, e para os textos que eu acabei de enviar no caso do meu paraquedas falhar. Então, Paul e eu, bem, principalmente a Paul, balançamos suavemente para trás e para frente para construir impulso para nos afastarmos do avião, afastando-nos de tudo o que parece sensato.

Três.

Dois.

Um.

Puta merda.

PUTA MERDA. Isso é o que eu grito enquanto caímos em queda livre de 3800 metros (12500 pés), a mais de 160 km/h, em direção a terra. A qual eu não consigo parar de encarar. Eu não penso em nada. Não em viver. Não em morrer. Nada. Eu simplesmente sinto… Eu tenho que deixar [acontecer].

De repente, tudo para. Eu estou lacrimejando. Paul puxou o paraquedas, e tudo, de fato, se abre. É fantástico, porque significa que eu tenho uma chance muito menor de morrer. Mas também é meio chato. Eu tive que desapegar. De tudo. Eu tinha escolhido jogar aquelas probabilidades sobre quais Evans tinha falado. Eu tinha abraçado o salto e deixando a vida se desdobrar.

Agora eu tinha sido empurrado para trás. Eu aterrissaria. De volta à terra, eu estava tão alto e de onde eu tinha sido removido. De volta a tudo isso.

Uma vez que estou no chão, seguro e inteiro, um funcionário se apressa e pergunta como me sinto. Eu digo: “Eu me sinto como o Capitão América.”

O funcionário passa e faz a Evans a mesma pergunta. Ele diz que se sente bem. Então ele fez outra pergunta: Qual era a sua parte favorita?

“Saltando para fora”, diz ele. “Saltar para fora é sempre uma emoção real.”

Tradução: Marina de Castro.
Créditos: Chris Evans Brasil.

W Magazine: Chris Evans ainda acha que o Capitão América é virgem
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postado por Flávia Coelho

Me conta para o que foi sua primeira audição. Quantos anos você tinha?

Chris: Eu devia ter uns 12 anos ou algo assim. Talvez a minha primeira audição de todas foi para a escola, uma peça chamada Crazy Camp (Acampamento Louco). Foi na sexta série. E, bem, eu não consegui o papel principal; eu interpretei o coadjuvante do principal, o que foi tão bom quanto [o principal]. Eu acabei namorando uma das garotas mais populares como resultado, e aí, no minuto que a peça acabou, ela me dispensou. E foi aí que eu aprendi o poder que tem você conseguir um bom papel.

E também foi picado pelo vírus [do cinema*], além da garota?

C: Fui. E foi bem divertido. Foi algo que eu peguei bem facilmente. Eu só me senti confortável, bem natural. Minha irmã mais velha [Carly] também fazia [teatro], e vê-la fazendo, assim como qualquer coisa que ela fazia, eu queria copiar. Então pareceu bem normal, e tinham vários teatros na comunidade local então eu comecei a fazer peças durante todo o ano. Naquele ponto ainda era apenas um passatempo. [Mas] Eu ainda tinha em vista me tornar um artista. Eu estava muito afim de desenhar e pintar. Eu gostava muito de animação. Parte de mim queria trabalhar com a Disney ou a Pixar. Bem, acho que a Pixar ainda não tinha sido liberada naquela época.  Sabe, eu lembro quando A Bela e a Fera saiu nos cinemas, foi a primeira vez que eles começaram a incorporar os computadores, e foi simplesmente uma coisa muito legal, e eu lembro de ter pensado “Eu nunca vou deixar de gostar de desenhos animados” [risos]. É um ótimo formato para contar histórias de uma forma única. E eu amei Fantasia. E então, na época, se tratava muito mais sobre a arte. E então, em algum ponto do meu ensino médio, comecei a focar um pouquinho mais em atuar e lá pelo último ano, eu já tinha me comprometido. Essa é a coisa boa sobre fazer teatro de comunidade. A relação de um cara para uma garota é drasticamente desequilibrada, então você tem uma chance bem maior de conseguir um papel bom.

E você pode cantar. Sua co-estrela de Capitão América, Scarlett Johansson, diz que você é um ótimo cantor.

C: Vindo da Scarlett isso não é justo porque ela é como uma cantora incrível e legítima.

E por isso é um grande elogio, porque ela disse que você está cantando o tempo todo.

C: É muito gentil da parte dela. Eu não sabia que cantava o tempo todo, mas é muito gentil dela dizer isso.

Então agora em Capitão América você não fica cantando músicas de shows entre as filmagens?

C: Não, eu provavelmente fico fazendo um pouco de soft shoe*. Eu cresci dançando também. Minha mãe era uma dançarina de sapateado, então tínhamos chão de sapateado no porão, e todos nós ganhamos aulas.

Você tinha um chão de sapateado no seu porão?

C: Sim! Só para você saber, por maior parte da nossa vida, o chão era de carpete, e aí minha mãe colocou um tipo de piso de plástico que soava incrível ao dançar sapateado. E aí ela começou a nos dar aulas de sapateado. Eu joguei futebol por toda a minha vida, mas, novamente, quando eu cheguei nessa época do ensino médio, eu comecei a deixar de lado. E aí no ensino médio eu fiz um pouco de luta e foi horrível, e eu joguei lacrosse* e também não foi lá aquelas coisas. Mas pois é, eu fiz tudo isso porque a maioria dos meus amigos jogavam vários esportes. Eu era o único dos meus amigos que fazia teatro.

Então em algum ponto, você tomou a grande decisão de se mudar para Los Angeles?

C: Bem, eu não tomei essa decisão de verdade. Ela foi tomada por mim. Você sabe que eu tinha me mudado para Nova York assim que acabei o ensino médio, e então eu consegui um episódio piloto*. E do piloto continuou. Foi uma série da Fox criticamente aclamada, chamada de Opposite Sex (Sexo Oposto). E ao mesmo tempo foi a melhor coisa que me aconteceu. Era uma série onde o ensino médio era só para meninas, e então a escola resolveu abrir [para meninos], e só três meninos se inscreveram, então…

E por quanto tempo a série durou?

C: Nós filmamos oito episódios; eu acho que só seis foram levados ao ar. Mas eu estava morando em Oak Woods, o que é um caminho [a seguir] bem clichê. Eu conheci uns amigos e ganhei uma graninha, e me senti como eu pertencesse ali. E foi uma introdução bem confortável a Los Angeles e estando longe de casa e uma indústria nova.

E você decidiu, em algum ponto, não fazer mais TV e ao invés disso focar em filmes?

C: Eu acho que nos três primeiros anos que estive aqui, eu fiz um piloto todo ano, e todo ano eles não eram escolhidos, graças a Deus. E aí lá em 2001 eu consegui meu primeiro filme, outro queridinho e criticamente aclamado pelo Oscar, chamado Não É Mais Um Besteirol Americano.

Eu amo Não É Mais Um Besteirol Americano!

C: Ah, é um filme muito intelectual. Enfiaram uma banana na minha bunda; é para isso que se treina.

Mas as pessoas se lembram desse filme. Eu tenho certeza que até em talk-shows eles mostram essa cena.

C: Sim, sim, eles lembram. Mas novamente, tudo bem. Eu estou grato por, você sabe, não ter começado com algo enorme com grande sucesso criticamente aclamado. Tem sido bem legal e educacional. E eu acho que essa é uma indústria bem complicada, onde o sucesso pode acontecer rápido e pode te inundar. E eu acho que para navegar de uma maneira saudável nesse negócio, é bom entrar devagar. Eu acho que te ameniza para um tipo de forma mental, e que se vier tudo de uma vez, pode te chocar e talvez você não se adapte tão bem.

Bem, algo que é bem interessante sobre você, é que você não se classificou em um gênero. Se você está em uma categoria, você tenta ir completamente para outra?

C: Se tudo indicar [para eu fazer isso] sim, mas não é por causa do meu jeito de pensar que a indústria me virá ou como eu acho que minha percepção irá definir minha oportunidade. Para mim, tem sido completamente motivado pelo meu apetite criativo. Eu acho que sou um cara muito material e eu acho que a maioria dos artistas – vai soar um pouco pretensioso – são instáveis, e o que me anima em um mês, pode não me animar no próximo. E então para mim se trata genuinamente do que eu estiver com vontade de atuar, e isso geralmente leva a um nível de variedade.

Então, uma das coisas que também é bem interessante para mim sobre você é que, sendo direta, sobre o Capitão América, é que você pegou esse personagem e o fez ficar realmente fascinante. Quero dizer, no papel, não está necessariamente dizendo que ele é certinho. Você conseguiu pegar isso da primeira vez ou foi algo que você sabia que podia incrementar?

C: Bem, essa foi a minha preocupação quando eu primeiramente aceitei o trabalho, sabe, como você faz desse cara que é extremamente altruísta e muito interiorizado e como você faz ele ter esforço e conflito. Como você o torna complexo? Como você o torna interessante? O primeiro filme é interessante porque ele recebe esse presente incrível e você vê um cara que não tinha nada e agora tem tudo, e de repente ele tem todas essas responsabilidades e expectativas enormes. Então tem algumas coisas que nós podemos relacionar, como pessoas. Mas no segundo filme, até mesmo no primeiro filme do Vingadores ou no segundo Capitão América, você sabe que ele cresceu em si, e agora ele já soa mais como uma bússola moral.  Ele opera com autoridade, e é muito fácil, assim de repente, fazer esse cara parecer o pai assustador do seu amigo que você não conhece muito bem mas sabe que ele é um bom sujeito e que é para você não se meter no caminho dele.

Ele também pode ser um virgem.

C: É possível também.

Mas eu amo isso porque ele tem um pouco de medo das garotas.

C: Bem, eu acho que essa é a única coisa que ele ainda não se encontrou. Mas eu acho que fizeram um bom trabalho em fazer ele se importar com as coisas. Sabe, se você mostrar que tem algo que pode tocar o coração dele, se você ver onde ele se emociona, mesmo se for particularmente, você vê ele ser afetado pelo amor de algum tipo, seja no amor de uma mulher ou um amigo ou uma responsabilidade, seja lá o que for. Ele acredita em algo e ama algo e é afetado por isso. E então quando você vê que ele está nesse tipo de dor ou quando ele mostra compaixão, eu acho que é isso que o humaniza e o torna emocionante.

E você estava nervoso, primeiramente, ao aceitar isso?

C: Sim, não é uma franquia ruim para se fazer parte, especialmente se você tiver a Marvel envolvida, porque a Marvel tem algum tipo de fórmula vencedora na manga. Mas sim, eu estava apreensivo. Foi intimidador se comprometer com esse contrato de seis filmes, entende o que quero dizer? E se de repente, como eu disse, se seu apetite criativo te levar em uma direção diferente, ou talvez você não queira mais atuar. Talvez você só queira ir atrás de outra coisa na vida. Você não teria como se dar a esse luxo por causa desse tipo de compromisso. Mas eu acho que esse sou eu fazendo o que a maioria das pessoas faz. Você foca na coisa negativa imediatamente, e você é o único a ver o lado ruim das coisas. E naquela época eu entrei em pânico, e olhando para trás, eu vejo que foi a melhor decisão que eu já tomei. Eu provavelmente não estaria fazendo essa entrevista se eu não tivesse escolhido [o papel do Rogers].

Então me conta mais sobre seu novo filme, Gifted, que será lançado em Outubro.

C: Tem eu, a Octavia Spencer, Jenny Slate e Lindsay Duncan. Tem essa garotinha extremamente talentosa chamada McKenna Grace. É um tipo de filme no estilo de Kramer vs. Kramer. O filme inicia comigo e minha sobrinha. Minha sobrinha é a criança dotada; ela é um prodígio da matemática. A mãe dela, minha irmã, tomou a própria vida há uns anos quando minha sobrinha era menor. E eu a criei com o intuito de mantê-la distante da minha mãe. Minha mãe é uma mulher muito arrogante e que também é um pouco prodígio em matemática e incentivou minha irmã, que era um gênio, com seus limites, e ela cedeu à pressão de sua própria mente. Então por fim, minha mãe nos procura e acaba virando uma luta pela custódia de quem terá o direito de criar essa menina.

Então o que é mais difícil, atuar ao lado de uma criança ou em algo com muita tela verde?

C: Eu diria ao lado de uma criança pois você nunca sabe o que vai ganhar. Pelo menos, com a tela verde você sabe. Pelo menos com a tela verde você pode preencher os brancos. Com uma criança, alguns dias são quentes, alguns dias são frios, embora a McKenna seja muito boa.  Sabe, eu já trabalhei com algumas crianças antes, e você sabe que a McKenna é muito madura. Ela é muito estabilizada e madura. Mas mesmo assim você sabe que os dias serão longos pois as crianças se cansam. Pois é. Você precisa que eles sejam crianças. É isso que torna uma performance tão pura. Se de repente eles são muito ensaiados, muito maduros, soa planejado. Você precisa de uma criança que seja criança, mas que ainda possa ser direcionada. É uma balança bem confusa de se navegar, e você verá a McKenna, ela é muito especial.

 

Tradução: Marina Castro.

Créditos: Chris Evans Brasil.

Glossário

*vírus do cinema: termo comum entre artistas, que simboliza a vontade de querer atuar como se tivesse sido picado por um inseto, e levado ao vírus.

*soft shoe: dança irlandesa que utiliza um tipo diferente de sapatilhas.

*lacrosse: um jogo jogado com uma bola de borracha maciça, de pequena dimensão e um bastão de cabo longo chamado taco de lacrosse.

*episódio piloto: primeiro episódio de uma série, geralmente lançado como teste, se der audiência, gravam os outros, se não a série é cancelada.