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Entrevista da Modern Weekly China
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postado por Flávia Coelho

Quem você acha que o Capitão América mais amou? Carter? Viúva Negra? Ou Bucky?
Bucky, eu acredito. Claro que o Capitão América ama todo mundo, mas de todas essas pessoas, Bucky é o único amigo que o liga à vida toda.

Seu contrato de seis filmes com a Marvel está quase no fim?
Seis filmes, eu já terminei dois Vingadores, o último filme da trilogia do Capitão América que eu acabei de filmar, meu contrato basicamente se encerra no próximo ano. Olhando para trás quando eu assinei o contrato e toda a minha resistência, ansiedade e preocupação versus as grandes mudanças na minha vida nesses últimos cinco anos… De verdade, foi o período mais maravilhoso da minha vida. Eu acho que sou muito abençoado e sortudo.

Anteriormente, você disse que queria se aposentar da posição de frente às câmeras. Você disse à impressa: “Você sente que você nunca, sob a circunstância de não ter um contrato, vai querer muito outro papel.” Isso significa que após encerrar seu contrato para o Capitão América, você quer ir para trás das câmeras?
Essa declaração foi mal compreendida. Cinco anos atrás, depois de assinar um contrato de seis filmes com a Marvel, eu falei à imprensa que no futuro (cinco anos), eu queria completar meu contrato com a Marvel, e além disso, eu queria dar início aos meus planos de seguir com a carreira como diretor. Eu não sei como isso foi mal interpretado e se tornou que depois da Marvel de eu me tornar diretor para o ponto em que a imprensa usou “Chris Evans encerra a carreira de ator” como uma manchete, criando um burburinho. Atuação é minha primeira paixão nessa indústria. Eu entrei nisso por causa do meu amor por filmes. Quando eu era pequeno, minha irmã, Carly, e eu estávamos na mesma escola. Naquele tempo, vê-la correndo para a aula de teatro depois das aulas para ensaiar parecia muito gratificante para ela. Até hoje, ela ainda está nos teatros em Massachusetts. Pessoas estão mais propensas a seguir as carreiras de membros da família, então quando eu tinha 10,11 anos, eu também fui aos palcos para atuar e realmente foi muito bom. Honestamente, toda vez que eu me transformo num novo personagem, eu me apaixono por aquela pessoa, eu me apaixono por esse filme. Atuar é minha vida. Apesar de tudo, agora eu desejo que eu possa tirar um tempo para descansar.

Descansar?
Sim, eu quero muito voltar pra Massachusetts, ao lugar onde eu nasci, como se eu nunca tivesse deixado aquele lugar… Descansar, ficar com a família. Massachusetts é muito lindo. Eu imagino que eu apenas quero viver como uma pessoa normal, sair casualmente com amigos, manter um perfil calmo.

Possivelmente, depois de um tempo você vai ficar entediado.
Bem possível.

Depois de Capitão América, se surgir alguma outra oportunidade de interpretar outro super-herói, você estaria interessado?
Se é um bom personagem e, especificamente, se vem com um bom diretor, eu gostaria de tentar novamente. Super-heróis não são fáceis de interpretar, para criar um bom personagem não é apenas ter um corpo cheio de músculos. Eu escolho papeis principalmente baseado no diretor, quem sabe contar uma história, tem uma boa história. É claro que, de todos os super-heróis, eu definitivamente não interpretarei James Bond. Ele é tipicamente bem britânico.

E sobre desafiar a si mesmo e surpreender o público com um vilão? Como Ultron?
Eu definitivamente não posso me colocar no lugar de James Spader. Eu gostaria de tentar um papel similar.

De todos os personagens que você já interpretou, com qual você mais de identifica?
Não é o Capitão América. Ele é um homem muito melhor do que eu. O Tocha Humana eu acho.

Ele é um playboy.
Ele parece ser um playboy. Eu acho que ele gosta da imagem de playboy, entende o quero dizer? Claro, eu não acho que eu tenho a chance de interpreta-lo novamente.

Vamos voltar para o assunto ‘atrás das câmeras’. Parece que você está investindo muito na carreira de diretor, eu vi nos créditos de Deixa Rolar que você também produziu o filme.
Uh, você viu… Mas eu realmente não fiz muito, a equipe só meu deu o título, é isso. O produtor executivo tem um trabalho muito cheio de detalhes, o que eu queria aprender no início.

E depois você dirigiu seu primeiro filme, Before We Go?
Isso foi em agosto do ano passado, depois de terminar as filmagens de Capitão América: Soldado Invernal. Nós imediatamente começamos a pré-produção de Before We Go. No final do ano, nós usamos 19 dias para filmar. Dois desses foram na New York Grand Central Terminal. Ugh, por que eu queria filmar em Nova York? O produtor me ligou para me ameaçar, ‘Você sabe quanto custa um dia de filmagem na Grand Central Station?’ E por volta de março, eu começaria a filmar Vingadores 2, então, durante toda a primavera, eu estava trabalhando muito para conseguir uma edição satisfatória.

E você ainda era o protagonista ao mesmo tempo.
Sim, dirigindo e atuando. Todo o filme era cheio de diálogos, quando eu estava atuando não podia ficar atrás do monitor para me supervisionar, então depois de filmar uma cena de 4 a 5 minutos, eu tinha que correr para trás e assistir, nós filmamos muito assim. Durante a fase de edição, ver os pequenos movimentos que eu fazia era realmente… Graças a Deus o filme ficou legal no final.

E está vendendo bem, parabéns! Você fez alguma edição?
Obrigado. Eu fiz algumas (edições) entre o Natal e o Réveillon, eu estava em casa usando o iMovie para editar 30 a 40 pedaços da filmagem, apenas juntando um clipe ao outro, completamente baseado na minha intuição. E eu tinha que ir ao YouTube para buscar tutoriais de como usar o iMovie. Honestamente, editar e dirigir são tipos totalmente diferentes de trabalho. Depois dessa experiência, eu posso dizer que são as minhas partes favoritas.

Eu ouvi que você encontrou o editor do seu filme através do Skype, isso é verdade?
Sim, enquanto eu estava filmando Capitão 2, eu não podia deixar o set, e através do Skype eu contatei alguns editores.

Por que você escolheu filmar uma história romântica na sua estreia na direção?
Em 2007, minha equipe me deu um roteiro pra ler. Eles conhecem minhas preferências, eu gosto de roteiros com muitos diálogos, eu gosto de assistir a filmes românticos. Eu sou uma pessoa emocional, parte de mim é muito romântico… Mas a razão principal é que esse roteiro era algo que como diretor de primeira viagem eu conseguiria fazer, não era grande demais, eu pude aproveitar o momento.

A trilogia Before de Richard Linklater tem um grande impacto em você como referência?
Claro. Ele narrou perfeitamente a história de um garoto e de uma garota conversando, desde estranhos a pessoas que experimentaram algo juntos por um curto tempo e que se tornou uma impressão agradável e sedutora. O meu favorito é o primeiro filme (Antes do Amanhecer), o terceiro filme (Antes da meia-noite) tinha muitos conflitos de realidade.

No filme (Before We Go), há uma certa cena de quebrar o coração em que o cara e sua ex-namorada se reencontram. Você tem uma experiência semelhante na vida real?
Há uma história que eu não contei antes. Quando eu tinha 17 anos, realmente muito jovem, minha namorada terminou comigo no baile. Ela tinha uma expressão de dó na face enquanto ela caminhava ao meu encontro… Depois eu só me lembro na manhã seguinte de eu abrir meus olhos, estava deitado na grama em frente ao lugar onde tinha sido o baile, com o coração partido. Corações partidos enquanto você é jovem são ótimos, você consegue armazena-los com todos os sentimentos e emoções, e usa-los na atuação. Eu não sou assim mais, eu não sou mais jovem.

Por que você escolheu Alice Eve como sua co-estrela?
Eu conheço muitas atrizes, de todas elas eu acho que sua imagem é a que mais se encaixa com o personagem, esperta, formação muito educada, compatível com meu personagem. Seu rosto era muito fofo na tela.

Seu primeiro filme como diretor está indo muito bem, você pode falar um pouco sobre seus planos como diretor?
Dificilmente em algum momento na próxima primavera eu vou começar de novo, agora eu não consigo te dar nenhum detalhe, mas espero que o filme envolva filmar mais de duas pessoas.

Como garoto-propaganda para o Gucci Guilty, você filmou um comercial de perfume dirigido por Frank Miller, que tem muito estilo pessoal, qual é seu estilo como diretor?
Meu estilo, para mim, eu ainda estou desenvolvendo, hoje ou amanhã eu terei diferentes inspirações. Desafiar a mim mesmo, a novidade para mim é muito intrigante. Num certo ponto, eu sou um louco por controle, eu sei exatamente o que quero. Claro que eu não sou um louco por controle escancarado, eu só quero recolher todas as ideias de todos os gênios no elenco e na equipe e escolher um desses, eu acho um máximo.

Seu irmão mais novo, Scott, veio com você (para a China) dessa vez?
Sim, agora enquanto eu trabalho, ele me deixou por conta própria, provavelmente voltou ao hotel para dormir. Scott também é ator, ele ainda está se firmando em Hollywood.

Ultimamente, você pode dar a ele ou a outros jovens algum conselho de atuação?
Conselhos sobre atuar? Eu realmente não posso dar nenhum. Na maioria do tempo, o problema não é talento. Los Angeles tem muitas pessoas atraentes, talentosas e há muitas oportunidades, audições sem fim! Audições são um pesadelo para mim, uma vez que estou lá, na maioria das vezes, eu estou apenas suando, quando estou nervoso eu suo. Se você encontrar um papel com o qual você se identifique, e a audição e o clima e tudo correr bem, você verá foguetes (química) entre você e o papel, isso é o certo. No restante do tempo seu cérebro é apenas uma bagunça, apenas sentado lá e você suando. Você pensa “Ugh”. Na verdade, sorte e talento são igualmente importantes. Eu acho que eu tenho sido muito sortudo, só isso.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

Chris Evans conta suas lembranças de Natal
11
09
postado por Flávia Coelho

Qual foi o seu melhor Natal?
CE: Provavelmente foi em minha antiga casa. Me mudei de casa quanto tinha 9 anos de idade. Antes de nos mudarmos o Natal era incrível. Creio que tinha em torno de 8 ou 9 anos quando nos deram um brinquedo para eu e meu irmão e minhas irmãs brincarmos.

Que cheiro mais te lembra o Natal?
CE: Pinho. Sei que é uma resposta típica, mas é o cheiro de Natal. Quando entro em minha casa e sente o cheiro sabe que é tempo de Natal.

Como é seu Natal perfeito?
CE: Tenho uma familia muito grande em Boston. Minha família está distribuída na área de Boston. Sempre temos muita família e muita música. Sou um grande fã de Johnny Mathis, então com as canções de Johnny Mathis, um bom cheiro de pinho no ar e muitos familiares, este é um bom Natal.

Qual é seu prato favorito na ceia de Natal?
CE: Tem que ser peru. Também servimos ravioli antes do peru, que meu tio faz com uma incrível salsa de soja. E todo o vinho. Mas nada supera o peru.

Qual é o melhor presente de Natal que já recebeu?
CE: Quando é mais velho a gente deixa de dar presentes. Infelizmente, isso acontece. Quando consegue um presente é como uma explosão. Creio que todos os melhores presentes foram quando eu era pequeno.

Recorda qual foi o pior presente de Natal que já recebeu?
CE: Sem presentes ruins no Natal.

Quais são suas três recomendações para o Natal?
CE: Conseguir um perfume da Gucci, obviamente uma aposta segura. É algo que funciona para todos. Tem classe, dinheiro, vai com tudo. Também gosto de ganhar presentes em forma de música no iTunes, eu passo muito tempo baixando. Se você tem um cartão de presente certamente ajuda. Alguém conseguiu pra mim um desses leitores de cartão ano passado e havia me ajudado para vida. Você pode levar milhares de livros nessa pequena coisa. Tem feito minha vida muito mais fácil.

Tradução: Sammy Martins.
Créditos: Chris Evans Brasil.

Chris Evans em como “Capitão América” o ajudou a se tornar um diretor.
11
09
postado por Flávia Coelho

Chris Evans esteve no Festival de Filme de Toronto três vezes, mas nunca como um diretor. Ele admitiu estar nervoso do envolvimento do seu lado diretor com o de atuar, “Before We Go” na próxima semana. “Como ator você atua um pequeno pedaço de um quebra-cabeça.” Evans disse. “Como um diretor você é parte de toda decisão do começo ao fifm. Se alguém não gosta do filme, é sua culpa. Isso é intimidador.”

Evans tem aparecido nos filmes desde que era pequeno, mas ele somente teve reconhecimento internacional graças a Capitão América da franquia da Marvel, parte da saga “Os Vingadores”. Ele queria dirigir por um longo tempo até o script de uma história de amor sobre um músico de rua (Evans) que conhece uma garota (Alice Eve) no Grande Terminal Central em seu caminho. Evans fez o drama de $5 milhões em 19 dias, filmando por Nova Iorque.

“Todo mundo diz que a parte mais difícil é ser responsável.” Evans diz. “Eu amei. Sou meio controlador. Eu realmente gostei das pessoas precisando de mim para responder perguntas.” mas ele admite que ás vezes ficou balançado com o lado financeiro de fazer um filme. Ele foi informado que deveria ir a uma tecnologia de olheiro. “Eu tive que perguntar a um dos meus produtores. O que é uma tecnologia de olheiro?”

Depois de estar envolvido, Evans começou a editá-lo no computador por sua conta. “Durante a minha pausa de Natal e pausa de Nova Iorque, eu fiz os primeiros 30 ou 40 filmes no meu computador usando o IMovie, isso é embaraçoso de dizer, mas foi de muita ajuda.” Evans disse. “Eu estava cortando o filme. É muito fácil de navegar.” Depois ele teve que fazer a montagem com um editor e eles trabalharam com o restante do filme em uma sala de edição de verdade.

Evans teve a completa versão de seu filme antes da Marvel tirar uma parcela de sua vida. Em Março, ele vôou para a press Internacional de “Capitão América – O Soldado Invernal” antes de viajar para Londres para filmar “Os Vingadores – A Era de Ultron” sequência. (Evans diz que o próximo filme dirigido por Joss Whedon é um pacote de ainda mais ação – “Isso é Marvel.” ele diz. “Marvel é algo tentando superar a si mesmo”.) Nos finais de semana, Evans teve que voar de volta para Los Angeles, onde ele teve que atender a testes de atuação e olhar algumas anotações para a versão final do filme.

Evans disse que ele não estaria na cadeira de diretor se não estivesse em “Capitão América.” Ele estava tentado a vender direitos internacionais para o filme baseado em seu reconhecimento global da marca. “A beleza em começar no universo da Marvel é que você ganha certa noção como comandar um filme.” Evans disse. Ainda ele deseja que ele não tenha que atuar num filme que dirige. “A luz verde é como um ator.” ele diz. “Se você tem a oportunidade de dirigir, você tem que se colocar no filme.”

Ultimamente, ele tem sido obsessivamente colocado sobre os scripts em busca de um segundo longa. Espera filmar em algum momento do Inverno, antes de começar a fazer o terceiro “Capitão América”, que será filmado em Março. “Há uma oportunidade para ser mais aventureiro” ele diz, no processo de procurar seu novo projeto. “Eu só quero ter certeza que é algo que sou apaixonado e não estou só fazendo pela oportunidade.”

Evans teve um ano movimentado: “Capitão América – O Soldado Invernal” é o segundo filme em DVD com $260 milhões. “Fico surpreso quando um dos filmes que faço é grande.” Evans disse. “Se há alguma coisa que você não pode contar é com os negócios, não é fácil fazer filmes bons.” Ele também participou de “Expresso do Amanhã” que fez $6 milhões. Evans não tem certeza sobre a estratégia de saída de seu filme “Eu me sinto meio ingênuo na tentativa de responder isso.” ele disse. “Eu ainda estou aprendendo a respeito.”

Tradução: Sammy Martins.
Créditos: Chris Evans Brasil.

Chris Evans no set de Os Vingadores – Era de Ultron
11
09
postado por Flávia Coelho

Como vocês devem saber, SuperHeroHype do ComingSoon.net esteve em Londres no último ano para visitar o set de Os Vingadores: Era de Ultron, e enquanto muitas coisas que vimos ainda estão sob os panos, nós estamos revelando aos poucos as entrevistas que fizemos no set.

Uma das primeiras entrevistas que fizemos ao chegar foi com Chris Evans, que tinha acabado de lançar seu bem-sucedido Capitão América: Soldado Invernal. Ele tirou uma folga das filmagens de algo secreto sobre a unidade B, completamente vestido com seu uniforme e conversamos com ele na sala de controle de som a apenas alguns metros de distância do novo Quinjet dos Vingadores, que conta com uma capacidade maior de lotação do que o pequeno do filme anterior.

Como qualquer entrevista que acontece num set, mas especificamente nesse caso de uma sequência bem esperada, os atores estavam preocupados com o que podiam ou não dizer e isso apenas um pouco depois de Capitão América: Soldado Invernal, e nós tínhamos muitas perguntas sobre o final do filme e como isso refletiria nos eventos de Os Vingadores: Era de Ultron, o que deixou Evans um pouco receoso sobre o que responder, mesmo que ele também estivesse nervoso quanto a responder sobre outras coisas.

Quanto o Capitão está sofrendo as consequências dos eventos do Soldado Invernal nesse novo filme?
Você sabe, ele está se adaptando. O time não tem mais ninguém a quem responder agora, não há mais S.H.I.E.L.D., então estamos meio que dependendo um do outro, mas isso dá a ele a oportunidade de meio que assumir a liderança, eu acredito. Desde que não há mais ninguém dando ordens a ele, ele não tem que questionar os motivos de ninguém, mas isso também significa que ele precisa se apoiar na sua equipe muito mais, então tem um pouco mais de tensão nessa nova dinâmica dos Vingadores. Nesses filmes, é difícil mergulhar com profundidade na história dos personagens, você entende o que quero dizer? Isso é somente a forma como esses filmes vão funcionar. Faça seu filme, depois volte para Os Vingadores e você tem que organizar todos esses conflitos do grupo e depois voltar para seu próprio conflito. Há muitas histórias acontecendo, muitos personagens para aparecer e se gasta tempo demais em seus conflitos individuais.

No final do Soldado Invernal, você começa a sua própria missão. Quando esse filme começa, nós o vemos nessa missão?
Eu não posso te contar isso.

Como está a dinâmica do grupo, e como os relacionamentos estão se desenvolvendo?
Eu também acho que não posso te falar sobre isso. Isso é complicado, porque você não quer entregar todo o jogo. Eu já consigo ver manchetes e depois alguns rumores.

Nós vamos atrasar isso um pouco, então você pode nos contar tudo.
Ah, com certeza você fará isso. Okay… todo mundo tem suas qualidades… a Feiticeira Escarlate consegue entrar na sua mente. Isso é uma habilidade dela que meio que é confrontada, além de seus próprios problemas pessoais e demônios e meio que que isso cria obstáculos e cria conflitos com o restante do time. Eu não quero ser profundo quanto aos conflitos pessoais, mas é tenso.

Esse é o quarto filme em que você interpreta o Capitão América. O quão confortável você está com o personagem e quanto você já possui sobre quem ele é?
Muito confortável. Você sabe, no primeiro filme, você está assustado. No segundo, você está um pouco intimidado, porque há tantas pessoas ótimas, mas é no Soldado Invernal quando as coisas realmente acontecem e você sente que realmente está fazendo progresso com o personagem e você fica um pouco mais confortável ao expressar suas opiniões. E os Russos são ótimos e eu amo o filme, tudo funciona de acordo com a minha própria evolução com o personagem. Então, nesse ponto, eu estou me sentindo realmente bem e, como eu disse, é complicado dar atenção individual para sua própria história num filme como esse. Eu estou muito ansioso pelo Capitão América 3.

Há alguma evolução no seu relacionamento com Scarlett Johansson desde Soldado Invernal, que era casual e engraçada?
Eles realmente fizeram um bom trabalho com a Scarlett nesse filme com suas histórias pessoais, a conexão definitivamente está lá, mas nós a definimos. Nós não vamos continuar mexendo nela. Já está formada. Está lá. É sólida. A fundação está ali, então nesse filme, começa meio que uma conexão entre os dois, mas ela possui seu próprio arco nesse filme.

Nós temos a impressão de que nesse filme que Os Vingadores têm ficado juntos nesse tempo entre os dois filmes ou eles apenas se reúnem quando esses grandes eventos acontecem?
Não, eles fazem um bom trabalho, porque o filme dura apenas algumas horas. Você tem um monte de pessoas para encaixar, então nós realmente tivemos que correr com esse filme. A cena de abertura é um boom, então nós não queremos realmente ficar tipo, ‘O que você tem feito?’, aí meio que os diálogos são, ‘Cara, esses últimos anos foram realmente loucos, não foram?’ (risos). Isso realmente não acontecerá. Você não quer gastar o tempo tendo reencontros. Você apenas quer ver esses caras lutando juntos. Tudo que a Marvel faz é como um movimento no xadrez. Nada é por acidente. Tudo é calculado, então algumas vezes, há coisas que nem nós sabemos e meio que ficamos, ‘Isso é o porquê de você ter feito aquilo? Vocês, caras. Seus filhos duma mãe.’ (risos).

Teve alguma coisa que você conversou com o Joss antes de começar que você realmente queria que acontecesse no filme?
Você sabe, quanto ao personagem, Joss acertou no primeiro Capitão América, e ele não é apenas um fã. Ele ama as HQ’s, então não é como falar com alguém que não tem ideia do que o público quer, ou como esse personagem é. A única coisa que falei com ele foi sobre a consistência. No segundo filme do Capitão, nós realmente evoluímos de acordo com o que esse cara é capaz de fazer, o que foi legal de ver, porque no primeiro filme, ele apenas é forte. N’Os Vingadores, ele continua, mas na minha opinião, era apenas socos, socos, chute, chute. Você não pode apenas ser Jason Bourne. Você tem de ver esse cara fazendo coisas que ‘É, ele merece um lugar nesse time’. No Soldado Invernal, ele está saltando de aviões e fazendo coisas inacreditáveis. Eu não quero retroceder, então temos que ter certeza de que ele continua treinando. Seu estilo de luta precisa avançar um pouco. Eu não quero bancar o Bruce Lee, mas ele precisa mais do que alguns golpes e chutes bacanas. Precisa de uma exibição consistente de força. Usar o ambiente de uma forma que ‘Está certo ele conseguir ele levantar a moto com apenas uma mão…’ Não vamos esquecer que eu não posso ser socado por um homem e ser abatido. Isso não faz sentido. Então essa é a única coisa e isso é uma coisa difícil de se lembrar. Você sabe, mesmo n’Os Vingadores, eu joguei um saco de luta do outro lado da sala. Se ele bater numa pessoa, ela não vai se levantar. É apenas a forma como as coisas acontecem, então não podemos fazer as coisas de outro jeito. É isso. Apenas tentando manter suas ações controladas e isso é complicado com todos esses personagens.

Qual a função do Capitão em reunir esses caras novamente?
Bem, não é que ele esteja soando o alarme. Isso é meio que desnecessário. Você sabe, uma vez que a S.H.I.E.L.D. caiu, isso afetou a todos e eu não sei o quanto posso dizer, mas há algo que afeta a todos nós e que exige que nos reunamos e lutemos como uma unidade. O Capitão está mais apto a assumir a liderança. Você sabe, ele esteve em guerras. Ele entende a dinâmica da equipe. Ele não faz isso por arrogância ou ego. Ele faz isso por necessidade e funcionalidade.

Qual seu Vingador favorito, além de você mesmo, agora que vocês estão juntos numa segunda aventura?
Qual meu Vingador favorito? Essa é difícil. Eu me coloco no topo da lista honestamente. Como um homem, eu ficaria com Steve Rogers. Como um vingador, vamos lá, eu não sei. Eu realmente acho o Thor bem legal. E também gosto muito do Homem de Ferro, porque, você sabe, eu não consigo ficar cheio do Downey. Toda fala dele é muito boa. É realmente muito louco assisti-lo trabalhar se você tiver uma chance. Ele é como Deus, eu consigo ver esse cara dar à luz a isso – nós não estaríamos aqui se não fosse por Downey e o que ele fez no primeiro filme do Homem de Ferro. Ruffalo. Você sabe, tudo que ele faz é interessante e único. Uma escolha muito boa. Eu seria o primeiro a admitir. Se você me perguntasse quem interpretará o próximo Hulk, eu não sei se ele estaria no radar de muita gente e agora não conseguimos ver ninguém além dele. Ele é perfeito. Eu não sei. Todo mundo é ótimo. Paul Bettany, cara. Nós tivemos nossa primeira cena com ele. Ele é tão bom, tão bom. Ele é. Vocês vão amá-lo. Ele será ótimo.

O que os novatos trouxeram de novo para a mesa?
Deve ser difícil entrar, você sabe, ser a criança nova no parquinho. Pessoas têm feito esses filmes como um grupo e nos seus filmes individuais, vindo e tentando não estragar a fórmula, mas todo mundo é bem talentoso e profissional. Eu não sei como isso se chama, mas isso parece certo, quando nós estávamos sentados ontem fazendo uma cena com Paul, Aaron, Lizzy e é meio que, ‘Vocês, caras, não estavam no primeiro filme dos Vingadores? Não, m***a, nós não estávamos.’ Parece certo. Parece normal e eles são tão legais e tão bons e sempre dentro de dois dias, Joss nos mostra pequenos clipes do que são essas habilidades e como elas vão parecer e como a Lizzy verá as coisas. É como, não é porque o Capitão é realmente forte. É que eles farão tantas coisas legais e eu nunca fiz parte de um filme em que todos se dão tão bem, tão consistentemente e mesmo quando você adiciona outras pessoas à essa dinâmica, isso não é estragado. Eu não sei como está funcionando, mas estou feliz de ser parte disso.

Qual a sensação de estar de volta ao set com essa equipe e com um diretor com os quais você já fez isso antes? Você se sente mais confiante?
Sim, um pouco. Você sabe, de uma forma estranha, você sente como se nunca tivesse deixado o set. É muito isso quando seu filme meio que tem peso e pressiona o seu envolvimento. Todo dia, toda cena e isso é muito. Esse filme não é apenas diversão. É como um acampamento de verão ou algo parecido. Há ainda responsabilidade e todo mundo está fortemente compromissado e sendo profissional quanto a isso, mas há algo sobre estarmos nisso juntos, estamos dando os braços, você sabe, nós somos um time. Estamos sincronizados. Sente-se muito mais seguro nessa forma.

Há muitas mudanças no roteiro a partir do momento que vocês estão no set?
Ah sim. Oh meu Deus, Joss. Um pouco antes das filmagens, ele meio que te dá novas nove páginas. Joss, tudo bem, ok? Eu quero dizer, não são grandes alterações, mas às vezes as falas mudam. Eu não sei se é porque há muitas vozes e opiniões aparecendo sobre partes individuais das falas, ou se é o Joss que acorda e que não consegue ficar quieto até que tenha uma ideia melhor, mas tudo é ótimo. Nada é ruim. Nunca piora. O cara só melhora. E mesmo até no momento, ele pode dizer ‘Eu não sei se gosto disso’. E ele vai pensar por 30 segundos e vem com essa nova ideia brilhante. Deus, ele é muito bom. Ele é muito bom no que faz. Então há um monte de mudanças, mas nada que realmente abale a Terra.

Você mencionou sobre como seu estilo de luta evoluiu, então, como continua evoluindo nesse filme?
Bem, eu quero dizer os inimigos são um pouco mais desafiadores duma forma que ele não é tão eficaz quanto gostaria de ser. Você tem de medir a habilidade dos seu inimigo baseando-se na sua capacidade de vencer, e às vezes, o Capitão precisa apanhar. Ser aquele que é jogado para o lado, porque, você sabe, esses Ultrons são bem poderosos. Então como seu estilo de luta tem evoluído? Não é incorporando Wing Chang ou Jeet Kune. Fazer qualquer coisa parecida com isso. Eu estou tentando incorporar um pouco mais de reflexos, entende o que quero dizer? Eu amaria ter mais cenas onde você entende que não é apenas velocidade e habilidade. É o fato dele poder se mover. Mesmo quando suas mãos estão atadas, você não conseguiria tocá-lo. Você sabe, ele ainda pode reagir incrivelmente rápido, então estamos tentando adotar isso, mas do outro lado, nós também estamos tentando mostrar o que o inimigo consegue fazer. É só uma questão de manter a velocidade e a força, e a agilidade e esse tipo de coisa.

Caminhando para a fase 3, você acha que isso leva os personagens a lugares realmente interessantes no final desse filme. Você tem alguma noção para onde está indo?
Oh, claro. Mesmo você olhando contratualmente, como tudo está meio que ligado e alinhado. Se, se eles quiserem ter uma ruptura clara, finalizar agora, nós estamos chegando ao ato final, então é meio que podem encerrar tudo de uma vez. Então, ao final desse filme, todo mundo terá uma trajetória bem interessante e não é apenas sobre os próximos seis filmes. Eles vão encerrar de vez.

Obviamente uma grande parte do filme será sobre Ultron. Estou curioso se você pode falar um pouco sobre o que ele representa como vilão para o grupo e também como é trabalhar com Spader?
Spader. Deus, Spader. Tão bom. Bem, eu falei com o Joss sobre isso. Não é apenas sobre o poder do vilão ou sua luz brilhante ou sua habilidade. É meio que a mentalidade do vilão. E isso realmente é Joss. Ele é um escritor esperto, então realmente é sobre o que os caras são – posso dizer tudo que eu quero dizer? Eu já cheguei a esse nível?

Não, você está bem.
Evans: Não me f***m com isso, caras.
Representante do filme: Em termos gerais, você pode falar sobre Ultron.
Evans: Há essa ideia além do Ultron que o faz ainda mais único do que apenas um cara mau. Ele não quer apenas matar Os Vingadores. Ele não quer apenas destruir o mundo. Ele tem todos esses monólogos e lindos discursos que meio que dão corpo à essa mentalidade sobre o que está errado com a humanidade. Isso representa algo mais profundo do que ‘eu sou apenas mau e não gosto dos bons mocinhos’. Então, são coisas como essa que nos fazem nos importar um pouco mais com a história do que apenas ‘eu sou o cara ruim’. Olhe para o que Hiddleston fez com Loki. Ele fez um personagem verdadeiro. Ele fez um conflito real e Loki poderia ter um filme que envolva algo com os super-heróis. Seria realmente interessante um estudo do personagem; como esse cara precisa dum terapeuta. Mas é profundo e isso que faz você se importar. Eu acho que teremos isso com Ultron.

Você falou sobre o papel de liderança que o Capitão tem agora nos Vingadores. Como isso acontece com Thor, Hulk e Tony Stark? Eu tenho certeza que eles não iam querer ninguém pra liderar.
Bem, algumas pessoas estão tendo outras coisas em mente. E coisas que vemos em nós mesmos nesse filme. Cada um de nossos obstáculos, nossas batalhas, nossas lutas, nossas falhas, nossos medos. Isso são coisas que meio que motivaram a mudança e a evolução. Então, para alguém como Tony, talvez ele não queira mais nada do que ser o cara de frente. Ele tem que encarar que há pessoas como Thor. Thor é um soldado. Ele não é apenas um soldado de outro mundo. Então, há um entendimento mútuo entre esses dois – Capitão e Thor – e o mesmo com o Gavião. Esses caras estão todos numa batalha, então eu acho, na maior parte, que não há tantas conflitos de ego quanto à questão de quem está liderando essa equipe? São conflitos mais pessoais e mais questões pessoais sobre quem eles são como pessoas e o que eles estão procurando e o que faz sentido e o que é certo e errado. Não é tanto sobre quem é o cara na liderança.

Um dos arcos do Capitão foi sobre se sentir confortável como um homem fora de seu tempo num mundo muito complicado. Parece que nesse filme vai ficar ainda mais complicado. Ele tem algum problema de confiança depois do ultimo filme e que vilões e heróis cruzam caminhos e que eles trocam lados ao longo do filme. Você pode nos falar sobre a reação dele quanto a isso? Quais são seus demônios?
Bem, há mais relacionamentos pessoais nesse filme com o qual o Capitão presencia e eu acho que isso meio que o leva a questionar seu propósito quanto ao que ele realmente quer, se ele é um cara que queria se casar, uma esposa e filhos e estabilidade e normalidade. Ele quer servir a seu país, mas o que ele realmente quer na sua vida é algo normal. E então ele foi congelado e as coisas mudaram, então é uma questão de onde que é o lar? Ele sempre esteve meio perdido e o segundo filme do Capitão é sobre isso. ‘O que eu quero? O que eu deveria fazer? O que me satisfaz?’ E nesse filme meio que ele tem ver alguns desses relacionamentos de perto e questionar ‘isso é o jogo final?’. É por isso que ele está lutando?

Há uma evolução visual acontecendo com os uniformes do Capitão e como ele se parece, mas para você, como um artista, quanto poder de decisão você tem sobre o que você quer fazer fisicamente e quanto é te dado?
Eu não tenho muito poder nisso. Isso eu te digo. Eu realmente gosto do uniforme reserva do segundo filme, o azul na abertura. É o meu favorito. Era tão legal e permitia a gente se movimentar e eu podia respirar. Era ótimo. Eles continuam mudando essa m***a.

Agora que seu uniforme tem o ‘A’ dos Vingadores, você diria que a equipe se transformou numa organização formalizada? Vocês agora têm uniformes oficiais dos Vingadores?
Certamente. Eu quero dizer, essa é a coisa. No primeiro Os Vingadores, é a dor do crescimento. Eles estão se conhecendo, estabelecendo confiança, entendendo seus papeis e desenvolvendo uma aliança. Agora, nós somos uma unidade. Nós atingimos o poço nesse filme e desde a queda da S.H.I.E.L.D., nós somos forçados a depender um dos outros, então nesse filme há uma clara certeza de que eles são um time e devem operar como um. Nós vamos vencer como uma equipe, e perder como uma equipe. É isso o que acontece. Não há dúvidas sobre a lealdade de um para com o outro. É apenas uma questão de enfrentar as dificuldades como um time.

Nos quadrinhos, a lista está sempre mudando. Nós vamos ver uma agitação? Para esse, nós temos o Mercúrio, Feiticeira Escarlate, Gavião Arqueiro e nos anos 60, todos os outros caras deixaram e se tornaram Os vingadores. É isso que vai acontecer no final do filme?
Eu não sei como responder a isso sem revelar muito. É a Marvel. Eles nunca farão a mesma coisa, você entende o que quero dizer? Eles sempre tentarão mudar e ter outros eventos e surpresas e dar ao público o que eles não esperam.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

Porque Chris Evans escolheu dirigir uma História de Amor em Before We Go
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postado por Flávia Coelho

Porque Chris Evans escolheu dirigir uma História de Amor em Before We GoEle foi um capitão, astronauta e uma tocha humana. Agora, ele também é diretor.

Chris Evans, estrela de Capitão América, Sunshine e Quarteto Fantástico está estreando como diretor com o filme “Before We Go” no qual, ele e Alice Eve interpretam dois estranhos que se cruzam na Estação Grand Central de Nova York e passam a noite juntas, se conhecendo. O filme irá estrear no Festival Internacional de Filmes de Toronto (TIFF) dia 12 de Setembro.

“Eu sou um romântico. Eu gosto de filmes de romance”, Evans disse. “O jeito que os filmes estão hoje, parece que, para encontrar público, eles tem que usar CGI (efeitos) ou criar algo totalmente novo com uma abordagem muito original. Eu gosto de “Um Lugar Chamado Notting Hill. Se você pode fazer um filme simples, mas fazê-lo direito, não há espaço para isso”.

Evans, que recentemente terminou as filmagens de “Os Vingadores: Age of Ultron”, conversou com Speakeasy em Toronto sobre “Before We Go”.

Você imaginava que seu primeiro projeto como diretor seria uma história de amor?

Para ser honesto, a primeira direção que eu queria fazer era um filme chamado “Burden.” Foi este filme muito escuro sobre a supremacia branca no Sul. Você faz as tabela lê e pensa, isso só se sente como um monte, e o script não estava 100% lá. Eu amei a história, o escritor e as pessoas envolvidas, mas eu simplesmente não me sentia bem. Então você volta para a prancheta. Eu sabia que esse roteiro estava lá fora e eu comentei com meu time. Era um roteiro que eu tinha lido por volta de 2007 Felizmente, ninguém possuiu. Precisou de trabalho duro, mas me senti bem. Senti-me perto o suficiente. Eu estava animado com isso.

Você sabia que iria fazer o papel principal?

Bem, não. Eu digo uma coisa. Eu não queria, mas vou ser honesto, eu não acho que eu seria capaz de fazer um filme que eu não fizesse parte, sabe? Tenho muita sorte no sentido de que eu tenho este contrato Marvel e Marvel fornece uma certa quantidade de notoriedade que lhe proporciona a oportunidade de fazer filmes como ator. Eu não acho que eu teria sido capaz de fazer este filme se eu não estivesse envolvido. Isso é o que você tem que aceitar quando entra nele, e que eu estou bem com ele. Só para ter a oportunidade de dirigir, eu vou agir. Eu estou bem. Eu vou fazer isso. Isso ainda pode ser o caso para os próximos anos, mas eu estou bem com isso.

(Alerta de spoiler) É interessante que no meio do filme, existe uma possibilidade de que eles não possam ficar juntos.

Bem, isso é o que eu queria. Eu vou dar-lhe a trilha interna. O mais curioso é que quando eu li o roteiro, o que eu gostei é que eles não acabam juntos. Eu pensei que era ótimo. Para mim, o filme não é uma história de amor um para o outro. É uma história de amor ao amor. É essas duas pessoas que cada um tem problemas, eles estão cada fugindo de alguma coisa. Esses personagens cada um acreditava em amor bom e, como resultado, eles se queimaram. Eles estavam cada um prestes a adotar uma nova perspectiva sobre o amor, e isso é trágico. Eles se conheceram e encontraram uma razão de ser revigorados em questão de amar. O que o torna tão bonito é que é difícil, é uma porcaria, não acabam juntos. Isso é o que a torna especial. É por isso que eu escolhi o filme.

Eu digo-lhe o que – nós fizemos nosso primeiro teste de rastreio e as pessoas não estavam felizes [risos]. Foi duro! As pessoas estavam apenas furioso que não acabam juntos. Eu tinha um monte de pessoas que (faz dinheiro gesto com os dedos) fez o filme que era como, bem, eu acho que eles deveriam ficar juntos. Eu estava tipo, não, não, não. Isso não é o que este filme é. Não é por isso que eu o escolhi para fazer isso. Mas estou disposto a fazer concessões. Essa última cena, quando ela está no trem, nós acrescentamos. O filme original acabou com a gente deixando o outro no trem e foi isso. Tivemos muita resistência de nossos exames e dissemos que se quando ela está no trem, ela lê alguma coisa e é ambígua? Eu não quero escrever algum número de telefone que banaliza a integridade dos personagens, então o que se é apenas incerto? Para mim, foi o suficiente, não comprometer a integridade, mas isso deu a um monte de pessoas que estavam dispostos a ir para o filme uma sensação de felicidade, que eu acho que também é importante.

Você teve dúvidas como diretor?

Todos os dias! Sim, eu tive. Eu nunca tinha feito escola de cinema. Eu não sabia de nada, por isso é intimidante e é constrangedor. Fiz dezenas de filmes, mas a minha experiência em filmes foi atuar em filmes. Em termos de pré-produção e pós, eu não tinha idéia. Meu time seria como “de amanhã bem o batedor tecnologia,” e você diz: “Mas o que … é um caçador de tecnologia?” É muito humilhante perceber que eu não sei como isso vai. Mas eu aceitei que logo no início eu iria ouvir, posso não conhecer a terminologia. O que posso prometer é preparação. A única coisa que todos nós sabemos é cinema. Se você é um designer de produção ou de um DP, todos nós conhecemos filmes. Até o meu pobre DP, eu gostaria de ter um certo tipo de tiro para alguma coisa e agora, em retrospecto eu poderia dizer “eu quero um 100 milímetros com luz natural.” No início das filmagens eu dizia assim “Ei, hum, você já assistiu ‘Blue Valentine’? E ‘Beasts of the Southern Wild’?”

Quer dirigir um filme de grande orçamento como da Marvel?

Então, eu e Mark Kassen, o cara que eu trouxe para este filme, nós estávamos falando como “o que é o próximo?” Eu quero continuar dirigindo e ele falou “Qual o tamanho do filme que você quer dirigir?” Eu não me importo. Se eu li o roteiro certo, se esse script precisa de US$5 milhões, se esse script precisa de US$50 milhões, eu não me importo. Se eu leio um projeto que é lindo, que eu realmente quero fazer, tudo o que ele precisa, precisa.

Tradução: Flávia Coelho.
Créditos: Chris Evans Brasil.