Seja bem-vindo ao Chris Evans Brasil, sua primeira, maior e melhor fonte sobre o ator Chris Evans. Aqui você encontrará informações sobre seus próximos projetos, filmes e muito mais, além de entrevistas traduzidas e uma galeria com mais de 60 mil fotos.
afiliados
Não somos o Chris Evans, nem trabalhamos com ele ou algum de seus produtores ou assessores. Somos apenas uma fã-site dedicado à ele. É proibida a cópia parcial ou total do site. Sem fins lucrativos. Caso tenha algo seu postado em nosso site, entre em contato conosco, antes de tomar qualquer providência legal.

Arquivo de 'Entrevistas'



*Tradução do scan da Revista Entertainment Weekly sobre Capitão América: Guerra Civil, que pode ser encontrada aqui.

Com Ultron destruído, os Vingadores lutam entre si no próximo filme Capitão América: Guerra Civil. Homem de Ferro e Capitão brigam pelo destino da humanidade, forçando seus super-heróis aliados – incluindo Pantera Negra – a escolher seus lados. No set com o filme da Marvel mais explosivo até agora.

Numa manhã quente de julho em Fayetteville, GA, Chris Evans está suando através da máscara do Capitão América. O Vingador azul está de pé numa extensão do asfalto com duas lonas verdes penduradas que permitirão a equipe de efeitos especiais transformar o estacionamento dos Estúdios Pinewood numa pista do Aeroporto Leipzig/Halle. O Soldado Invernal (Sebastian Stan), o amigo perdido de longa data do Capitão e principal vilão do último filme está à sua esquerda. À sua direita, há muitos heróis, Falcão (Anthony Mackie), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o Homem-Formiga (Paul Rudd) – que estão prestes a enfrentar seus mais inimigos mais desafiadores: Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Patriota de Ferro (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e… Um novo aliado. A partir de agora, quando os diretores Joe e Anthony Russo gritarem ‘Ação’, um universo de bons garotos vão lutar entre si da forma mais selvagem da história da Marvel.

A equipe do filme se refere à cena como a ‘página splash’. Esse é o termo das histórias em quadrinhos em que uma ilustração de página inteira abre uma edição ou marca seu clímax. “A história é sobre família e o que acontece quando nem todos concordam”, diz Joe Russo, que dirigiu Capitão América: Soldado Invernal com seu irmão Anthony. “Nós temos comparado isso a uma briga num casamento. O que acontece quando seu primo e seu irmão brigam, de que lado você fica?” Mas o Capitão e o Homem de Ferro não estão brigando sobre quem vai pagar a conta no restaurante de shawarma. Eles brigam sobre quem terá poder sobre os superpoderosos.

Levemente baseado nos quadrinhos da Marvel, edição 2006-07 da série Guerra Civil, o filme (previsto para 6 de maio) explora o debate sobre liberdade versus segurança. Quando o filme abre, os novos Vingadores – a assembleia revelada do último filme Era de Ultron – enfrentam um velho inimigo: Crossbones (Frank Grillo), visto pela última vez quando um prédio caiu sobre ele em O Soldado Invernal. Mas a derrubada em Guerra Civil dá errado. Muitas pessoas morrem. Muitas pessoas inocentes.

Líderes ao redor do mundo, incluindo o Secretário de Estado dos EUA (William Hurt), se reúnem para elaborar um acordo que controlaria aqueles com habilidades especiais. A discussão começou com Ultron entre o Capitão e o Homem de Ferro sobre quem deveria fazer essa decisão – para que o planeta não entre numa guerra mundial. Capitão/Steve Rogers está do lado da liberdade sobre o controle do governo. Ele tem visto muita corrupção das autoridades em sua longa vida. Sua confiança está abalada.

Homem de Ferro/Tony Stark está do lado da segurança para todos. Ele tenta criar uma lei que fortalece uma responsabilidade maior sobre os grandes poderes. “Na maioria dos filmes, não há dúvida sobre de que lado ficar”, Evans diz durante o intervalo entre as filmagens. “Nós todos concordamos que os nazistas são ruins, alienígenas são ruins. Mas pela primeira vez você tem dois pontos de vista. Não há uma resposta certa, então se torna uma questão moral. Isso é difícil para o Capitão. Eu não acho que ele nunca esteve tão em dúvida sobre o que é certo e errado.”
Essa dúvida de moralidade faz as alianças tênues e os times no aeroporto aumentarem. Viúva Negra leva muito tempo para decidir de que lado ficar. “Ela está sempre fora do perímetro”, Johansson diz. “Então ela pode ter uma perspectiva melhor do que realmente está acontecendo.”

O que realmente está acontecendo no momento é que ela está jogando tudo em cima do Homem-Formiga. No set do aeroporto na Georgia, o combate é pura força. Enquanto os outros estão trocando socos, o Gavião Arqueiro e a Feiticeira Escarlate lutam no céu. Eles estão tentando acabar com alguma ameaça invisível no ar (Patriota de Guerra? Visão?)

Definitivamente não é o Homem de Ferro. Por um detalhe, ele realmente não está no set nesse momento. Ele será adicionado digitalmente depois. Mas na cena final ele estará voando baixo e de olho num outro alvo: Capitão América. Evans levanta seu escudo, faz um corte no ar e dá mais um golpe contra o inimigo invisível antes dele quase ser derrubado na vida real. O câmera principal está num apoio e se move pra cima e pra baixo – acredito estar seguindo os movimentos do Homem de Ferro – até que ele está de frente a Chris Evans. O ator teve de desviar no último segundo antes de ser atingido.

Depois de mais algumas tomadas, Evans aparece para verificar as cenas, rindo do fato que todas terminam com um close-up na sua cara de pânico para a câmera. “Eu não consigo continuar dando socos quando está tão perto”, ele diz. Os Russos surgem com uma solução: Ir em frente e voltar. A filmagem termina com o Homem de Ferro derrubando o Capitão América no chão.

Ajudando o Homem de Ferro nessa missão, pelo menos inicialmente, está T’Challa, um jovem príncipe da nação fictícia africana de Wakanda que tem uma identidade secreta – Pantera Negra, interpretado por Chadwick Boseman (42), há muito tempo aguardado pelos fãs e que se torna peça-chave no conflito. Sua aliança é extremamente disputada tanto pelo Capitão quanto pelo Homem de Ferro, e T’Challa faz seu melhor para se manter neutro, no mínimo quando está sem a máscara. “Ele está entre como as coisas eram feitas no passado e como as coisas acontecem nesse novo mundo”, diz Boseman. “E eu acho que há talvez um pouco de dissidência aí.”

O guerreiro é inigualável. No set, Pantera, armado com garras de vibranium – o mesmo metal usado no escudo do Capitão – corre sustentado nas quatro patas como o animal que lhe dá nome e ataca sua presa.

Guerra Civil é o 13º filme do Universo Cinematográfico da Marvel, que começou com o Homem de Ferro em 2008 e que marca um grande ponto de virada. Ao final do filme, “coisas foram deixadas num certo estado em que você pode precisar de novos heróis”, diz o roteirista Christopher Markus. E você os terá. Nos próximos dois anos e como lembrete da Fase 3 dos Estúdios Marvel, você não verá muitos dos Vingadores originais. Terá o filme do Doutor Estranho com Benedict Cumberbatch em novembro de 2016, Guardiões da Galáxia Volume 2 em maio de 2017, e depois o deus do trovão de Chris Hemsworth, que não está em Guerra Civil, retornará para seu próprio filme em Thor 3. Pantera Negra terá seu próprio filme em fevereiro de 2018 e apenas em maio os heróis que nós conhecemos e amamos (mesmo que eles não se amem) retornarão para Vingadores: Guerra Infinita Parte I, que os Russos também vão dirigir.

“Nós temos esse intervalo e deixamos as coisas num estado estranho”, diz Stephen McFeely, que escreveu Guerra Civil com Markus e quem está escrevendo as duas partes de Guerra Infinita com ele. “Então quando essa m**** chegar aos fãs, nós temos que descobrir uma forma de descobrir como ganha-los de volta.” O Capitão pode precisar de uma pegada quando Guerra Civil acabar. “Parte da diversão foi encontrar uma forma de colocar o Capitão América numa situação onde sua resposta não seria ‘Eu me sacrifico’, diz Anthony Russo. “Ele tem de fazer outra escolha – uma escolha para ele mesmo.”

Um cara que nunca tem problema em escolher a si mesmo é Tony Stark. Homem de Ferro não é necessariamente um ‘cara ruim’, mas ele definitivamente é um antagonista. “Não me incomoda nem um pouco,” diz Downey. No set, filmando uma cena diferente, a estrela está usando uma camisa e gravata, manchada de sangue, e um olho roxo. Obviamente alguém o abateu quando ele não usava sua armadura de metal. “Em algumas vezes, Tony é o antagonista de si mesmo em sua própria história. Esse cara entende os problemas porque ele é o problema. E ele tende a cria-los.” Depois de ter lançado Ultron ao mundo, entre outras indiscrições, Stark está começando a apreciar limites. Mesmo enquanto o próprio Downey está acidentalmente os enfrentando fora da câmera.

Entre outros mistérios a serem respondidos em Guerra Civil – de quem é o funeral que finalmente estará trazendo um encerramento ao passado de Steve Rogers? Como exatamente o enigmático Barão Zemo de Daniel Bruhl será um fator da narrativa? – O maior e o principal é se um certo super-herói fará uma aparição. Você já viu esse herói na tela antes, mas essa será sua primeira vez num filme dos Estúdios Marvel. Para evitar todas possíveis complicações envolvendo a licença de direitos com a Sony Pictures, ninguém na Marvel ou na Disney pode confirmar se ele está no filme. Eles não podem nem falar sobre ele.

Então é uma surpresa ver Downey em Pinewood, andando com seus braços sobre os ombros do jovem ator chamado Tom Holland, que está simplesmente vestindo um icônico uniforme vermelho e azul. Você pode ter ouvido sobre ele. Ele é o novo Homem-Aranha.

Box 1: O início da Guerra Civil
Os quadrinhos por trás do próximo blockbuster do próximo verão
Irmão contra irmão. Em 2006 e 2007, a Marvel deu a essa história antiga um tratamento de super-herói com Guerra Civil, o crossover das histórias do escritor Mark Millar que tinham todos os personagens escolhendo lados entre Capitão América ou Homem de Ferro. Na época, o presidente dos Estúdios Marvel estava montando o Universo Cinematográfico da Marvel que seria lançado em 2008. “Lendo esses quadrinhos, eu senti ‘Não seria incrível que se um dia fizéssemos algo assim?” diz Feige. “O fato de que esse dia chegou é muito gratificante.”

Nos quadrinhos, Capitão e Homem de Ferro estão divididos quanto ao Ato de Registro de Superhumanos, mas no filme eles brigam sobre o Acordo Sokovia, nomeado após a cidade ser retirada da Terra em Era de Ultron. Mesma luta, detalhes diferentes. “Ambos (acordos) dizem que nós devemos fiscalizar melhor o que os super-heróis estão fazendo”, diz Feige.

O Capitão é contra o regulamento, e o Homem de Ferro é a favor. “Eles querem que os Vingadores sejam uma força para o bem maior, mas eles acreditam que há formas diferentes de fazê-lo”, diz Feige. “E isso é quando você tem a melhor forma de conflito”. Infelizmente, o melhor conflito não significa caras bons se mantendo como os melhores.

Box 2: Pantera Negra – além do design
O primeiro super-herói negro dos quadrinhos terá seu primeiro filme solo em fevereiro de 2018, mas nós encontraremos o guerreiro de garras de Chadwick Boseman em maio no filme Capitão América: Guerra Civil. O super-herói, cujo nome real é T’Challa, é um príncipe da fictícia nação africana de Wakanda, casa da maior reserva natural de vibranium, o metal indestrutível de que é feito o escudo do Capitão.

O Pantera apareceu pela primeira vez nos quadrinhos do Quarteto Fantástico #52 em julho de 1966 e em Guerra Civil T’Challa está alinhado com um conjunto de regras que tentará firmar um controle sobre as ações dos super-heróis. Sua identidade secreta vem à tona quando os caras bons não são capazes de resolver as coisas com suas palavras. Aqui está um visual de como a Marvel e Boseman transferirão o felino das páginas para a tela.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

categorizado como: Entrevistas
postado por Flávia Coelho no dia 24.12.2015

Quem você acha que o Capitão América mais amou? Carter? Viúva Negra? Ou Bucky?
Bucky, eu acredito. Claro que o Capitão América ama todo mundo, mas de todas essas pessoas, Bucky é o único amigo que o liga à vida toda.

Seu contrato de seis filmes com a Marvel está quase no fim?
Seis filmes, eu já terminei dois Vingadores, o último filme da trilogia do Capitão América que eu acabei de filmar, meu contrato basicamente se encerra no próximo ano. Olhando para trás quando eu assinei o contrato e toda a minha resistência, ansiedade e preocupação versus as grandes mudanças na minha vida nesses últimos cinco anos… De verdade, foi o período mais maravilhoso da minha vida. Eu acho que sou muito abençoado e sortudo.

Anteriormente, você disse que queria se aposentar da posição de frente às câmeras. Você disse à impressa: “Você sente que você nunca, sob a circunstância de não ter um contrato, vai querer muito outro papel.” Isso significa que após encerrar seu contrato para o Capitão América, você quer ir para trás das câmeras?
Essa declaração foi mal compreendida. Cinco anos atrás, depois de assinar um contrato de seis filmes com a Marvel, eu falei à imprensa que no futuro (cinco anos), eu queria completar meu contrato com a Marvel, e além disso, eu queria dar início aos meus planos de seguir com a carreira como diretor. Eu não sei como isso foi mal interpretado e se tornou que depois da Marvel de eu me tornar diretor para o ponto em que a imprensa usou “Chris Evans encerra a carreira de ator” como uma manchete, criando um burburinho. Atuação é minha primeira paixão nessa indústria. Eu entrei nisso por causa do meu amor por filmes. Quando eu era pequeno, minha irmã, Carly, e eu estávamos na mesma escola. Naquele tempo, vê-la correndo para a aula de teatro depois das aulas para ensaiar parecia muito gratificante para ela. Até hoje, ela ainda está nos teatros em Massachusetts. Pessoas estão mais propensas a seguir as carreiras de membros da família, então quando eu tinha 10,11 anos, eu também fui aos palcos para atuar e realmente foi muito bom. Honestamente, toda vez que eu me transformo num novo personagem, eu me apaixono por aquela pessoa, eu me apaixono por esse filme. Atuar é minha vida. Apesar de tudo, agora eu desejo que eu possa tirar um tempo para descansar.

Descansar?
Sim, eu quero muito voltar pra Massachusetts, ao lugar onde eu nasci, como se eu nunca tivesse deixado aquele lugar… Descansar, ficar com a família. Massachusetts é muito lindo. Eu imagino que eu apenas quero viver como uma pessoa normal, sair casualmente com amigos, manter um perfil calmo.

Possivelmente, depois de um tempo você vai ficar entediado.
Bem possível.

Depois de Capitão América, se surgir alguma outra oportunidade de interpretar outro super-herói, você estaria interessado?
Se é um bom personagem e, especificamente, se vem com um bom diretor, eu gostaria de tentar novamente. Super-heróis não são fáceis de interpretar, para criar um bom personagem não é apenas ter um corpo cheio de músculos. Eu escolho papeis principalmente baseado no diretor, quem sabe contar uma história, tem uma boa história. É claro que, de todos os super-heróis, eu definitivamente não interpretarei James Bond. Ele é tipicamente bem britânico.

E sobre desafiar a si mesmo e surpreender o público com um vilão? Como Ultron?
Eu definitivamente não posso me colocar no lugar de James Spader. Eu gostaria de tentar um papel similar.

De todos os personagens que você já interpretou, com qual você mais de identifica?
Não é o Capitão América. Ele é um homem muito melhor do que eu. O Tocha Humana eu acho.

Ele é um playboy.
Ele parece ser um playboy. Eu acho que ele gosta da imagem de playboy, entende o quero dizer? Claro, eu não acho que eu tenho a chance de interpreta-lo novamente.

Vamos voltar para o assunto ‘atrás das câmeras’. Parece que você está investindo muito na carreira de diretor, eu vi nos créditos de Deixa Rolar que você também produziu o filme.
Uh, você viu… Mas eu realmente não fiz muito, a equipe só meu deu o título, é isso. O produtor executivo tem um trabalho muito cheio de detalhes, o que eu queria aprender no início.

E depois você dirigiu seu primeiro filme, Before We Go?
Isso foi em agosto do ano passado, depois de terminar as filmagens de Capitão América: Soldado Invernal. Nós imediatamente começamos a pré-produção de Before We Go. No final do ano, nós usamos 19 dias para filmar. Dois desses foram na New York Grand Central Terminal. Ugh, por que eu queria filmar em Nova York? O produtor me ligou para me ameaçar, ‘Você sabe quanto custa um dia de filmagem na Grand Central Station?’ E por volta de março, eu começaria a filmar Vingadores 2, então, durante toda a primavera, eu estava trabalhando muito para conseguir uma edição satisfatória.

E você ainda era o protagonista ao mesmo tempo.
Sim, dirigindo e atuando. Todo o filme era cheio de diálogos, quando eu estava atuando não podia ficar atrás do monitor para me supervisionar, então depois de filmar uma cena de 4 a 5 minutos, eu tinha que correr para trás e assistir, nós filmamos muito assim. Durante a fase de edição, ver os pequenos movimentos que eu fazia era realmente… Graças a Deus o filme ficou legal no final.

E está vendendo bem, parabéns! Você fez alguma edição?
Obrigado. Eu fiz algumas (edições) entre o Natal e o Réveillon, eu estava em casa usando o iMovie para editar 30 a 40 pedaços da filmagem, apenas juntando um clipe ao outro, completamente baseado na minha intuição. E eu tinha que ir ao YouTube para buscar tutoriais de como usar o iMovie. Honestamente, editar e dirigir são tipos totalmente diferentes de trabalho. Depois dessa experiência, eu posso dizer que são as minhas partes favoritas.

Eu ouvi que você encontrou o editor do seu filme através do Skype, isso é verdade?
Sim, enquanto eu estava filmando Capitão 2, eu não podia deixar o set, e através do Skype eu contatei alguns editores.

Por que você escolheu filmar uma história romântica na sua estreia na direção?
Em 2007, minha equipe me deu um roteiro pra ler. Eles conhecem minhas preferências, eu gosto de roteiros com muitos diálogos, eu gosto de assistir a filmes românticos. Eu sou uma pessoa emocional, parte de mim é muito romântico… Mas a razão principal é que esse roteiro era algo que como diretor de primeira viagem eu conseguiria fazer, não era grande demais, eu pude aproveitar o momento.

A trilogia Before de Richard Linklater tem um grande impacto em você como referência?
Claro. Ele narrou perfeitamente a história de um garoto e de uma garota conversando, desde estranhos a pessoas que experimentaram algo juntos por um curto tempo e que se tornou uma impressão agradável e sedutora. O meu favorito é o primeiro filme (Antes do Amanhecer), o terceiro filme (Antes da meia-noite) tinha muitos conflitos de realidade.

No filme (Before We Go), há uma certa cena de quebrar o coração em que o cara e sua ex-namorada se reencontram. Você tem uma experiência semelhante na vida real?
Há uma história que eu não contei antes. Quando eu tinha 17 anos, realmente muito jovem, minha namorada terminou comigo no baile. Ela tinha uma expressão de dó na face enquanto ela caminhava ao meu encontro… Depois eu só me lembro na manhã seguinte de eu abrir meus olhos, estava deitado na grama em frente ao lugar onde tinha sido o baile, com o coração partido. Corações partidos enquanto você é jovem são ótimos, você consegue armazena-los com todos os sentimentos e emoções, e usa-los na atuação. Eu não sou assim mais, eu não sou mais jovem.

Por que você escolheu Alice Eve como sua co-estrela?
Eu conheço muitas atrizes, de todas elas eu acho que sua imagem é a que mais se encaixa com o personagem, esperta, formação muito educada, compatível com meu personagem. Seu rosto era muito fofo na tela.

Seu primeiro filme como diretor está indo muito bem, você pode falar um pouco sobre seus planos como diretor?
Dificilmente em algum momento na próxima primavera eu vou começar de novo, agora eu não consigo te dar nenhum detalhe, mas espero que o filme envolva filmar mais de duas pessoas.

Como garoto-propaganda para o Gucci Guilty, você filmou um comercial de perfume dirigido por Frank Miller, que tem muito estilo pessoal, qual é seu estilo como diretor?
Meu estilo, para mim, eu ainda estou desenvolvendo, hoje ou amanhã eu terei diferentes inspirações. Desafiar a mim mesmo, a novidade para mim é muito intrigante. Num certo ponto, eu sou um louco por controle, eu sei exatamente o que quero. Claro que eu não sou um louco por controle escancarado, eu só quero recolher todas as ideias de todos os gênios no elenco e na equipe e escolher um desses, eu acho um máximo.

Seu irmão mais novo, Scott, veio com você (para a China) dessa vez?
Sim, agora enquanto eu trabalho, ele me deixou por conta própria, provavelmente voltou ao hotel para dormir. Scott também é ator, ele ainda está se firmando em Hollywood.

Ultimamente, você pode dar a ele ou a outros jovens algum conselho de atuação?
Conselhos sobre atuar? Eu realmente não posso dar nenhum. Na maioria do tempo, o problema não é talento. Los Angeles tem muitas pessoas atraentes, talentosas e há muitas oportunidades, audições sem fim! Audições são um pesadelo para mim, uma vez que estou lá, na maioria das vezes, eu estou apenas suando, quando estou nervoso eu suo. Se você encontrar um papel com o qual você se identifique, e a audição e o clima e tudo correr bem, você verá foguetes (química) entre você e o papel, isso é o certo. No restante do tempo seu cérebro é apenas uma bagunça, apenas sentado lá e você suando. Você pensa “Ugh”. Na verdade, sorte e talento são igualmente importantes. Eu acho que eu tenho sido muito sortudo, só isso.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

categorizado como: Entrevistas
postado por Flávia Coelho no dia 19.10.2015

Qual foi o seu melhor Natal?
CE: Provavelmente foi em minha antiga casa. Me mudei de casa quanto tinha 9 anos de idade. Antes de nos mudarmos o Natal era incrível. Creio que tinha em torno de 8 ou 9 anos quando nos deram um brinquedo para eu e meu irmão e minhas irmãs brincarmos.

Que cheiro mais te lembra o Natal?
CE: Pinho. Sei que é uma resposta típica, mas é o cheiro de Natal. Quando entro em minha casa e sente o cheiro sabe que é tempo de Natal.

Como é seu Natal perfeito?
CE: Tenho uma familia muito grande em Boston. Minha família está distribuída na área de Boston. Sempre temos muita família e muita música. Sou um grande fã de Johnny Mathis, então com as canções de Johnny Mathis, um bom cheiro de pinho no ar e muitos familiares, este é um bom Natal.

Qual é seu prato favorito na ceia de Natal?
CE: Tem que ser peru. Também servimos ravioli antes do peru, que meu tio faz com uma incrível salsa de soja. E todo o vinho. Mas nada supera o peru.

Qual é o melhor presente de Natal que já recebeu?
CE: Quando é mais velho a gente deixa de dar presentes. Infelizmente, isso acontece. Quando consegue um presente é como uma explosão. Creio que todos os melhores presentes foram quando eu era pequeno.

Recorda qual foi o pior presente de Natal que já recebeu?
CE: Sem presentes ruins no Natal.

Quais são suas três recomendações para o Natal?
CE: Conseguir um perfume da Gucci, obviamente uma aposta segura. É algo que funciona para todos. Tem classe, dinheiro, vai com tudo. Também gosto de ganhar presentes em forma de música no iTunes, eu passo muito tempo baixando. Se você tem um cartão de presente certamente ajuda. Alguém conseguiu pra mim um desses leitores de cartão ano passado e havia me ajudado para vida. Você pode levar milhares de livros nessa pequena coisa. Tem feito minha vida muito mais fácil.

Tradução: Sammy Martins.
Créditos: Chris Evans Brasil.

categorizado como: Entrevistas
postado por Flávia Coelho no dia 11.09.2015

Chris Evans esteve no Festival de Filme de Toronto três vezes, mas nunca como um diretor. Ele admitiu estar nervoso do envolvimento do seu lado diretor com o de atuar, “Before We Go” na próxima semana. “Como ator você atua um pequeno pedaço de um quebra-cabeça.” Evans disse. “Como um diretor você é parte de toda decisão do começo ao fifm. Se alguém não gosta do filme, é sua culpa. Isso é intimidador.”

Evans tem aparecido nos filmes desde que era pequeno, mas ele somente teve reconhecimento internacional graças a Capitão América da franquia da Marvel, parte da saga “Os Vingadores”. Ele queria dirigir por um longo tempo até o script de uma história de amor sobre um músico de rua (Evans) que conhece uma garota (Alice Eve) no Grande Terminal Central em seu caminho. Evans fez o drama de $5 milhões em 19 dias, filmando por Nova Iorque.

“Todo mundo diz que a parte mais difícil é ser responsável.” Evans diz. “Eu amei. Sou meio controlador. Eu realmente gostei das pessoas precisando de mim para responder perguntas.” mas ele admite que ás vezes ficou balançado com o lado financeiro de fazer um filme. Ele foi informado que deveria ir a uma tecnologia de olheiro. “Eu tive que perguntar a um dos meus produtores. O que é uma tecnologia de olheiro?”

Depois de estar envolvido, Evans começou a editá-lo no computador por sua conta. “Durante a minha pausa de Natal e pausa de Nova Iorque, eu fiz os primeiros 30 ou 40 filmes no meu computador usando o IMovie, isso é embaraçoso de dizer, mas foi de muita ajuda.” Evans disse. “Eu estava cortando o filme. É muito fácil de navegar.” Depois ele teve que fazer a montagem com um editor e eles trabalharam com o restante do filme em uma sala de edição de verdade.

Evans teve a completa versão de seu filme antes da Marvel tirar uma parcela de sua vida. Em Março, ele vôou para a press Internacional de “Capitão América – O Soldado Invernal” antes de viajar para Londres para filmar “Os Vingadores – A Era de Ultron” sequência. (Evans diz que o próximo filme dirigido por Joss Whedon é um pacote de ainda mais ação – “Isso é Marvel.” ele diz. “Marvel é algo tentando superar a si mesmo”.) Nos finais de semana, Evans teve que voar de volta para Los Angeles, onde ele teve que atender a testes de atuação e olhar algumas anotações para a versão final do filme.

Evans disse que ele não estaria na cadeira de diretor se não estivesse em “Capitão América.” Ele estava tentado a vender direitos internacionais para o filme baseado em seu reconhecimento global da marca. “A beleza em começar no universo da Marvel é que você ganha certa noção como comandar um filme.” Evans disse. Ainda ele deseja que ele não tenha que atuar num filme que dirige. “A luz verde é como um ator.” ele diz. “Se você tem a oportunidade de dirigir, você tem que se colocar no filme.”

Ultimamente, ele tem sido obsessivamente colocado sobre os scripts em busca de um segundo longa. Espera filmar em algum momento do Inverno, antes de começar a fazer o terceiro “Capitão América”, que será filmado em Março. “Há uma oportunidade para ser mais aventureiro” ele diz, no processo de procurar seu novo projeto. “Eu só quero ter certeza que é algo que sou apaixonado e não estou só fazendo pela oportunidade.”

Evans teve um ano movimentado: “Capitão América – O Soldado Invernal” é o segundo filme em DVD com $260 milhões. “Fico surpreso quando um dos filmes que faço é grande.” Evans disse. “Se há alguma coisa que você não pode contar é com os negócios, não é fácil fazer filmes bons.” Ele também participou de “Expresso do Amanhã” que fez $6 milhões. Evans não tem certeza sobre a estratégia de saída de seu filme “Eu me sinto meio ingênuo na tentativa de responder isso.” ele disse. “Eu ainda estou aprendendo a respeito.”

Tradução: Sammy Martins.
Créditos: Chris Evans Brasil.

categorizado como: Entrevistas
postado por Flávia Coelho no dia 11.09.2015

Como vocês devem saber, SuperHeroHype do ComingSoon.net esteve em Londres no último ano para visitar o set de Os Vingadores: Era de Ultron, e enquanto muitas coisas que vimos ainda estão sob os panos, nós estamos revelando aos poucos as entrevistas que fizemos no set.

Uma das primeiras entrevistas que fizemos ao chegar foi com Chris Evans, que tinha acabado de lançar seu bem-sucedido Capitão América: Soldado Invernal. Ele tirou uma folga das filmagens de algo secreto sobre a unidade B, completamente vestido com seu uniforme e conversamos com ele na sala de controle de som a apenas alguns metros de distância do novo Quinjet dos Vingadores, que conta com uma capacidade maior de lotação do que o pequeno do filme anterior.

Como qualquer entrevista que acontece num set, mas especificamente nesse caso de uma sequência bem esperada, os atores estavam preocupados com o que podiam ou não dizer e isso apenas um pouco depois de Capitão América: Soldado Invernal, e nós tínhamos muitas perguntas sobre o final do filme e como isso refletiria nos eventos de Os Vingadores: Era de Ultron, o que deixou Evans um pouco receoso sobre o que responder, mesmo que ele também estivesse nervoso quanto a responder sobre outras coisas.

Quanto o Capitão está sofrendo as consequências dos eventos do Soldado Invernal nesse novo filme?
Você sabe, ele está se adaptando. O time não tem mais ninguém a quem responder agora, não há mais S.H.I.E.L.D., então estamos meio que dependendo um do outro, mas isso dá a ele a oportunidade de meio que assumir a liderança, eu acredito. Desde que não há mais ninguém dando ordens a ele, ele não tem que questionar os motivos de ninguém, mas isso também significa que ele precisa se apoiar na sua equipe muito mais, então tem um pouco mais de tensão nessa nova dinâmica dos Vingadores. Nesses filmes, é difícil mergulhar com profundidade na história dos personagens, você entende o que quero dizer? Isso é somente a forma como esses filmes vão funcionar. Faça seu filme, depois volte para Os Vingadores e você tem que organizar todos esses conflitos do grupo e depois voltar para seu próprio conflito. Há muitas histórias acontecendo, muitos personagens para aparecer e se gasta tempo demais em seus conflitos individuais.

No final do Soldado Invernal, você começa a sua própria missão. Quando esse filme começa, nós o vemos nessa missão?
Eu não posso te contar isso.

Como está a dinâmica do grupo, e como os relacionamentos estão se desenvolvendo?
Eu também acho que não posso te falar sobre isso. Isso é complicado, porque você não quer entregar todo o jogo. Eu já consigo ver manchetes e depois alguns rumores.

Nós vamos atrasar isso um pouco, então você pode nos contar tudo.
Ah, com certeza você fará isso. Okay… todo mundo tem suas qualidades… a Feiticeira Escarlate consegue entrar na sua mente. Isso é uma habilidade dela que meio que é confrontada, além de seus próprios problemas pessoais e demônios e meio que que isso cria obstáculos e cria conflitos com o restante do time. Eu não quero ser profundo quanto aos conflitos pessoais, mas é tenso.

Esse é o quarto filme em que você interpreta o Capitão América. O quão confortável você está com o personagem e quanto você já possui sobre quem ele é?
Muito confortável. Você sabe, no primeiro filme, você está assustado. No segundo, você está um pouco intimidado, porque há tantas pessoas ótimas, mas é no Soldado Invernal quando as coisas realmente acontecem e você sente que realmente está fazendo progresso com o personagem e você fica um pouco mais confortável ao expressar suas opiniões. E os Russos são ótimos e eu amo o filme, tudo funciona de acordo com a minha própria evolução com o personagem. Então, nesse ponto, eu estou me sentindo realmente bem e, como eu disse, é complicado dar atenção individual para sua própria história num filme como esse. Eu estou muito ansioso pelo Capitão América 3.

Há alguma evolução no seu relacionamento com Scarlett Johansson desde Soldado Invernal, que era casual e engraçada?
Eles realmente fizeram um bom trabalho com a Scarlett nesse filme com suas histórias pessoais, a conexão definitivamente está lá, mas nós a definimos. Nós não vamos continuar mexendo nela. Já está formada. Está lá. É sólida. A fundação está ali, então nesse filme, começa meio que uma conexão entre os dois, mas ela possui seu próprio arco nesse filme.

Nós temos a impressão de que nesse filme que Os Vingadores têm ficado juntos nesse tempo entre os dois filmes ou eles apenas se reúnem quando esses grandes eventos acontecem?
Não, eles fazem um bom trabalho, porque o filme dura apenas algumas horas. Você tem um monte de pessoas para encaixar, então nós realmente tivemos que correr com esse filme. A cena de abertura é um boom, então nós não queremos realmente ficar tipo, ‘O que você tem feito?’, aí meio que os diálogos são, ‘Cara, esses últimos anos foram realmente loucos, não foram?’ (risos). Isso realmente não acontecerá. Você não quer gastar o tempo tendo reencontros. Você apenas quer ver esses caras lutando juntos. Tudo que a Marvel faz é como um movimento no xadrez. Nada é por acidente. Tudo é calculado, então algumas vezes, há coisas que nem nós sabemos e meio que ficamos, ‘Isso é o porquê de você ter feito aquilo? Vocês, caras. Seus filhos duma mãe.’ (risos).

Teve alguma coisa que você conversou com o Joss antes de começar que você realmente queria que acontecesse no filme?
Você sabe, quanto ao personagem, Joss acertou no primeiro Capitão América, e ele não é apenas um fã. Ele ama as HQ’s, então não é como falar com alguém que não tem ideia do que o público quer, ou como esse personagem é. A única coisa que falei com ele foi sobre a consistência. No segundo filme do Capitão, nós realmente evoluímos de acordo com o que esse cara é capaz de fazer, o que foi legal de ver, porque no primeiro filme, ele apenas é forte. N’Os Vingadores, ele continua, mas na minha opinião, era apenas socos, socos, chute, chute. Você não pode apenas ser Jason Bourne. Você tem de ver esse cara fazendo coisas que ‘É, ele merece um lugar nesse time’. No Soldado Invernal, ele está saltando de aviões e fazendo coisas inacreditáveis. Eu não quero retroceder, então temos que ter certeza de que ele continua treinando. Seu estilo de luta precisa avançar um pouco. Eu não quero bancar o Bruce Lee, mas ele precisa mais do que alguns golpes e chutes bacanas. Precisa de uma exibição consistente de força. Usar o ambiente de uma forma que ‘Está certo ele conseguir ele levantar a moto com apenas uma mão…’ Não vamos esquecer que eu não posso ser socado por um homem e ser abatido. Isso não faz sentido. Então essa é a única coisa e isso é uma coisa difícil de se lembrar. Você sabe, mesmo n’Os Vingadores, eu joguei um saco de luta do outro lado da sala. Se ele bater numa pessoa, ela não vai se levantar. É apenas a forma como as coisas acontecem, então não podemos fazer as coisas de outro jeito. É isso. Apenas tentando manter suas ações controladas e isso é complicado com todos esses personagens.

Qual a função do Capitão em reunir esses caras novamente?
Bem, não é que ele esteja soando o alarme. Isso é meio que desnecessário. Você sabe, uma vez que a S.H.I.E.L.D. caiu, isso afetou a todos e eu não sei o quanto posso dizer, mas há algo que afeta a todos nós e que exige que nos reunamos e lutemos como uma unidade. O Capitão está mais apto a assumir a liderança. Você sabe, ele esteve em guerras. Ele entende a dinâmica da equipe. Ele não faz isso por arrogância ou ego. Ele faz isso por necessidade e funcionalidade.

Qual seu Vingador favorito, além de você mesmo, agora que vocês estão juntos numa segunda aventura?
Qual meu Vingador favorito? Essa é difícil. Eu me coloco no topo da lista honestamente. Como um homem, eu ficaria com Steve Rogers. Como um vingador, vamos lá, eu não sei. Eu realmente acho o Thor bem legal. E também gosto muito do Homem de Ferro, porque, você sabe, eu não consigo ficar cheio do Downey. Toda fala dele é muito boa. É realmente muito louco assisti-lo trabalhar se você tiver uma chance. Ele é como Deus, eu consigo ver esse cara dar à luz a isso – nós não estaríamos aqui se não fosse por Downey e o que ele fez no primeiro filme do Homem de Ferro. Ruffalo. Você sabe, tudo que ele faz é interessante e único. Uma escolha muito boa. Eu seria o primeiro a admitir. Se você me perguntasse quem interpretará o próximo Hulk, eu não sei se ele estaria no radar de muita gente e agora não conseguimos ver ninguém além dele. Ele é perfeito. Eu não sei. Todo mundo é ótimo. Paul Bettany, cara. Nós tivemos nossa primeira cena com ele. Ele é tão bom, tão bom. Ele é. Vocês vão amá-lo. Ele será ótimo.

O que os novatos trouxeram de novo para a mesa?
Deve ser difícil entrar, você sabe, ser a criança nova no parquinho. Pessoas têm feito esses filmes como um grupo e nos seus filmes individuais, vindo e tentando não estragar a fórmula, mas todo mundo é bem talentoso e profissional. Eu não sei como isso se chama, mas isso parece certo, quando nós estávamos sentados ontem fazendo uma cena com Paul, Aaron, Lizzy e é meio que, ‘Vocês, caras, não estavam no primeiro filme dos Vingadores? Não, m***a, nós não estávamos.’ Parece certo. Parece normal e eles são tão legais e tão bons e sempre dentro de dois dias, Joss nos mostra pequenos clipes do que são essas habilidades e como elas vão parecer e como a Lizzy verá as coisas. É como, não é porque o Capitão é realmente forte. É que eles farão tantas coisas legais e eu nunca fiz parte de um filme em que todos se dão tão bem, tão consistentemente e mesmo quando você adiciona outras pessoas à essa dinâmica, isso não é estragado. Eu não sei como está funcionando, mas estou feliz de ser parte disso.

Qual a sensação de estar de volta ao set com essa equipe e com um diretor com os quais você já fez isso antes? Você se sente mais confiante?
Sim, um pouco. Você sabe, de uma forma estranha, você sente como se nunca tivesse deixado o set. É muito isso quando seu filme meio que tem peso e pressiona o seu envolvimento. Todo dia, toda cena e isso é muito. Esse filme não é apenas diversão. É como um acampamento de verão ou algo parecido. Há ainda responsabilidade e todo mundo está fortemente compromissado e sendo profissional quanto a isso, mas há algo sobre estarmos nisso juntos, estamos dando os braços, você sabe, nós somos um time. Estamos sincronizados. Sente-se muito mais seguro nessa forma.

Há muitas mudanças no roteiro a partir do momento que vocês estão no set?
Ah sim. Oh meu Deus, Joss. Um pouco antes das filmagens, ele meio que te dá novas nove páginas. Joss, tudo bem, ok? Eu quero dizer, não são grandes alterações, mas às vezes as falas mudam. Eu não sei se é porque há muitas vozes e opiniões aparecendo sobre partes individuais das falas, ou se é o Joss que acorda e que não consegue ficar quieto até que tenha uma ideia melhor, mas tudo é ótimo. Nada é ruim. Nunca piora. O cara só melhora. E mesmo até no momento, ele pode dizer ‘Eu não sei se gosto disso’. E ele vai pensar por 30 segundos e vem com essa nova ideia brilhante. Deus, ele é muito bom. Ele é muito bom no que faz. Então há um monte de mudanças, mas nada que realmente abale a Terra.

Você mencionou sobre como seu estilo de luta evoluiu, então, como continua evoluindo nesse filme?
Bem, eu quero dizer os inimigos são um pouco mais desafiadores duma forma que ele não é tão eficaz quanto gostaria de ser. Você tem de medir a habilidade dos seu inimigo baseando-se na sua capacidade de vencer, e às vezes, o Capitão precisa apanhar. Ser aquele que é jogado para o lado, porque, você sabe, esses Ultrons são bem poderosos. Então como seu estilo de luta tem evoluído? Não é incorporando Wing Chang ou Jeet Kune. Fazer qualquer coisa parecida com isso. Eu estou tentando incorporar um pouco mais de reflexos, entende o que quero dizer? Eu amaria ter mais cenas onde você entende que não é apenas velocidade e habilidade. É o fato dele poder se mover. Mesmo quando suas mãos estão atadas, você não conseguiria tocá-lo. Você sabe, ele ainda pode reagir incrivelmente rápido, então estamos tentando adotar isso, mas do outro lado, nós também estamos tentando mostrar o que o inimigo consegue fazer. É só uma questão de manter a velocidade e a força, e a agilidade e esse tipo de coisa.

Caminhando para a fase 3, você acha que isso leva os personagens a lugares realmente interessantes no final desse filme. Você tem alguma noção para onde está indo?
Oh, claro. Mesmo você olhando contratualmente, como tudo está meio que ligado e alinhado. Se, se eles quiserem ter uma ruptura clara, finalizar agora, nós estamos chegando ao ato final, então é meio que podem encerrar tudo de uma vez. Então, ao final desse filme, todo mundo terá uma trajetória bem interessante e não é apenas sobre os próximos seis filmes. Eles vão encerrar de vez.

Obviamente uma grande parte do filme será sobre Ultron. Estou curioso se você pode falar um pouco sobre o que ele representa como vilão para o grupo e também como é trabalhar com Spader?
Spader. Deus, Spader. Tão bom. Bem, eu falei com o Joss sobre isso. Não é apenas sobre o poder do vilão ou sua luz brilhante ou sua habilidade. É meio que a mentalidade do vilão. E isso realmente é Joss. Ele é um escritor esperto, então realmente é sobre o que os caras são – posso dizer tudo que eu quero dizer? Eu já cheguei a esse nível?

Não, você está bem.
Evans: Não me f***m com isso, caras.
Representante do filme: Em termos gerais, você pode falar sobre Ultron.
Evans: Há essa ideia além do Ultron que o faz ainda mais único do que apenas um cara mau. Ele não quer apenas matar Os Vingadores. Ele não quer apenas destruir o mundo. Ele tem todos esses monólogos e lindos discursos que meio que dão corpo à essa mentalidade sobre o que está errado com a humanidade. Isso representa algo mais profundo do que ‘eu sou apenas mau e não gosto dos bons mocinhos’. Então, são coisas como essa que nos fazem nos importar um pouco mais com a história do que apenas ‘eu sou o cara ruim’. Olhe para o que Hiddleston fez com Loki. Ele fez um personagem verdadeiro. Ele fez um conflito real e Loki poderia ter um filme que envolva algo com os super-heróis. Seria realmente interessante um estudo do personagem; como esse cara precisa dum terapeuta. Mas é profundo e isso que faz você se importar. Eu acho que teremos isso com Ultron.

Você falou sobre o papel de liderança que o Capitão tem agora nos Vingadores. Como isso acontece com Thor, Hulk e Tony Stark? Eu tenho certeza que eles não iam querer ninguém pra liderar.
Bem, algumas pessoas estão tendo outras coisas em mente. E coisas que vemos em nós mesmos nesse filme. Cada um de nossos obstáculos, nossas batalhas, nossas lutas, nossas falhas, nossos medos. Isso são coisas que meio que motivaram a mudança e a evolução. Então, para alguém como Tony, talvez ele não queira mais nada do que ser o cara de frente. Ele tem que encarar que há pessoas como Thor. Thor é um soldado. Ele não é apenas um soldado de outro mundo. Então, há um entendimento mútuo entre esses dois – Capitão e Thor – e o mesmo com o Gavião. Esses caras estão todos numa batalha, então eu acho, na maior parte, que não há tantas conflitos de ego quanto à questão de quem está liderando essa equipe? São conflitos mais pessoais e mais questões pessoais sobre quem eles são como pessoas e o que eles estão procurando e o que faz sentido e o que é certo e errado. Não é tanto sobre quem é o cara na liderança.

Um dos arcos do Capitão foi sobre se sentir confortável como um homem fora de seu tempo num mundo muito complicado. Parece que nesse filme vai ficar ainda mais complicado. Ele tem algum problema de confiança depois do ultimo filme e que vilões e heróis cruzam caminhos e que eles trocam lados ao longo do filme. Você pode nos falar sobre a reação dele quanto a isso? Quais são seus demônios?
Bem, há mais relacionamentos pessoais nesse filme com o qual o Capitão presencia e eu acho que isso meio que o leva a questionar seu propósito quanto ao que ele realmente quer, se ele é um cara que queria se casar, uma esposa e filhos e estabilidade e normalidade. Ele quer servir a seu país, mas o que ele realmente quer na sua vida é algo normal. E então ele foi congelado e as coisas mudaram, então é uma questão de onde que é o lar? Ele sempre esteve meio perdido e o segundo filme do Capitão é sobre isso. ‘O que eu quero? O que eu deveria fazer? O que me satisfaz?’ E nesse filme meio que ele tem ver alguns desses relacionamentos de perto e questionar ‘isso é o jogo final?’. É por isso que ele está lutando?

Há uma evolução visual acontecendo com os uniformes do Capitão e como ele se parece, mas para você, como um artista, quanto poder de decisão você tem sobre o que você quer fazer fisicamente e quanto é te dado?
Eu não tenho muito poder nisso. Isso eu te digo. Eu realmente gosto do uniforme reserva do segundo filme, o azul na abertura. É o meu favorito. Era tão legal e permitia a gente se movimentar e eu podia respirar. Era ótimo. Eles continuam mudando essa m***a.

Agora que seu uniforme tem o ‘A’ dos Vingadores, você diria que a equipe se transformou numa organização formalizada? Vocês agora têm uniformes oficiais dos Vingadores?
Certamente. Eu quero dizer, essa é a coisa. No primeiro Os Vingadores, é a dor do crescimento. Eles estão se conhecendo, estabelecendo confiança, entendendo seus papeis e desenvolvendo uma aliança. Agora, nós somos uma unidade. Nós atingimos o poço nesse filme e desde a queda da S.H.I.E.L.D., nós somos forçados a depender um dos outros, então nesse filme há uma clara certeza de que eles são um time e devem operar como um. Nós vamos vencer como uma equipe, e perder como uma equipe. É isso o que acontece. Não há dúvidas sobre a lealdade de um para com o outro. É apenas uma questão de enfrentar as dificuldades como um time.

Nos quadrinhos, a lista está sempre mudando. Nós vamos ver uma agitação? Para esse, nós temos o Mercúrio, Feiticeira Escarlate, Gavião Arqueiro e nos anos 60, todos os outros caras deixaram e se tornaram Os vingadores. É isso que vai acontecer no final do filme?
Eu não sei como responder a isso sem revelar muito. É a Marvel. Eles nunca farão a mesma coisa, você entende o que quero dizer? Eles sempre tentarão mudar e ter outros eventos e surpresas e dar ao público o que eles não esperam.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

categorizado como: Entrevistas
postado por Flávia Coelho no dia 11.09.2015
chris evans brasil
design: flávia coelho e dc design
visitantes:
online: